27 de abr. de 2018

História em Futebol de Botão: Cruzeiro, Campeão Mineiro 2008.

A rivalidade de um clássico é o que aquece a torcida, quanto mais em uma final de campeonato. Mas é nestes momentos em que as brincadeiras e zoações para cima de quem perde, fica marcado. Em 2008, ano do centenário do Atlético Mineiro, o Cruzeiro fez 5 a 0 sobre o maior rival, com direito a dança do Créu e tudo. 

Cruzeiro Campeão Mineiro 2008
Em 2008 o Cruzeiro Esporte Clube aprontou para cima do maior rival, o Clube Atlético Mineiro. Em uma final de Campeonato Mineiro 2008, onde o Galo comemorava os cem anos de história do time mais antigo em atividade em Minas, o Cruzeiro estragou a festa com duas vitórias na final, mas destaque aqui para o primeiro jogo.
A primeira partida da decisão aconteceu no Estádio Magalhães Pinto, o Mineirão, no dia 27 de abril (1 mês e 2 dias após o Atlético Mineiro comemorar o seu centenário). O Atlético Mineiro era o mandante desta partida, após terminar em terceiro na primeira fase da competição, o Galo da capital venceu o Galo do Interior, o Tupi de Juiz de Fora – MG, na semifinal nas duas partidas, 3 a 2 em Belo Horizonte – MG, e 1 a 0 em Juiz de Fora, assim chegando a mais uma final.
Do outro lado o Cruzeiro, que liderou a primeira fase com tranquilidade, e mostrou sua força ofensiva nas semifinais, contra o time da cidade de Ituiutaba – MG, que levava o nome da cidade (hoje o Boa Esporte, ao mudar para cidade de Varginha - MG). Depois de um empate em Ituiutaba, cheio de gols, com 4 gols para cada lado, a Raposa superou a Coruja, por 3 a 1 no Mineirão.
Com dois times vivendo realidades diferentes naquela ocasião. A partida mostrou a grande diferença entre o time celeste, que vivia boa campanha na Taça Libertadores daquele ano (apesar de ter sido eliminado pelo Boca Juniors da Argentina nas oitavas), e o time alvinegro, que no ano do centenário, não mostrava um grande desempenho na competição.
E logo aos 12 minutos do primeiro tempo, o “arqueiro azul”, o atacante boliviano Marcelo Moreno, abriu o placar, aos 19 minutos, o zagueiro e capitão do Atlético, Marcos, foi tentar tirar e fez contra. E aos 38 minutos do primeiro tempo ainda, o “queniano azul”, o volante Ramires fez de cobertura, deixando a Raposa na vantagem na primeira etapa.
Cruzeiro Campeão Mineiro 2008
Veio o segundo tempo, o Galo não mostrava reação, e aos 21 minutos da etapa final, o atacante cruzeirense Guilherme, deixou o dele. E aos 32 minutos o meia Wagner, depois de bela jogada do meia Leandro Domingues, fechou o placar com vitória do time Cinco Estrelas. 5 a 0, o Cruzeiro presenteava assim o maior rival, tendo mais de 48 mil torcedores, em maioria atleticana.
A segunda partida, no dia 04 de maio, o Cruzeiro soube administrar a partida, e venceu por 1 a 0, com o gol do artilheiro do time daquele ano, o atacante boliviano Marcelo Moreno, aos 30 minutos do segundo tempo. Se consagrando pela 34º vez campeão estadual.

Segue abaixo os modelos para botão do jogo:
CRUZEIRO: 1. Fábio; 2. Marquinhos Paraná, 4. Espinoza, 3. Thiago Heleno e 6. Jadílson; 5. Henrique, 7. Charles, 8. Ramires e 10. Wagner; 11. Guilherme e 9. Marcelo Moreno. Técnico. Adilson Batista.

24 de abr. de 2018

Migração Estudantil e Mercado de Trabalho: Jovens Estudantes do Ensino Médio de Taiobeiras – MG.¹

Em 2015, participei do VI Simpósio Internacional Sobre a Juventude Brasileira, JUBRA, na Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, na cidade do Rio de Janeiro. Evento que reuniu vários pesquisadores de todo o país, e até mesmo de outros países da América Latina, para discutir e analisar a Juventude. E tive a oportunidade de apresentar um trabalho de pesquisa, realizado a partir da Monografia na minha formação em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Montes Claros – MG. No qual tratei sobre a Migração Estudantil e o Mercado de Trabalho, tendo a juventude taiobeirense, como estudo. Em referencia ao dia do Jovem Trabalhador, deixo um pouco deste trabalho, que fez parte do Livro Juventude, Trabalho e Emprego: políticas públicas, desafios e perspectivas, na organização da professora Dr. Maria Madalena Gracioli, publicado pela Editora CRV em Curitiba, no ano de 2016. 

Rafael Alves de Oliveira

Resumo: A migração juvenil, seja pendular ou sazonal, vem sendo crescentes no mundo inteiro. A Organização das Nações Unidas – ONU menciona que 12,5% dos migrantes internacionais, são jovens entre 15 á 24 anos. Na realidade brasileira podemos destacar este aumento pela busca no mercado de trabalho, e principalmente pela formação profissional. Sendo estas duas opções relacionadas uma com a outra. Onde cada vez mais o mercado de trabalhado vem cobrando a formação, técnica e superior, como principal item no currículo dos candidatos que concorre a uma vaga de emprego. E com isto os incentivos e a busca dos jovens recém-formados na educação básica, por uma formação superior é cada vez maior. Grandes polos populacionais e de ofertas de trabalho, são também polos de instituições superiores. Com as políticas públicas voltadas a educação de nível superior e técnico, a migração estudantil vem sendo cada vez mais significativa. Jovens recém-formados na educação básica, ou mesmo ainda começando o ensino médio, saem de seus municípios em busca de melhor formação profissional, e com isto em busca de melhores oportunidades. Podendo apontar neste cenário, as mudanças socioespaciais de vários municípios que possuem campus universitário, além da reserva de mão de obra qualificada, que vem sendo crescente em todas as áreas profissionais. A partir de estudo de caso diante a realidade em Taiobeiras, no norte mineiro, no qual parte de seus jovens migrando para outras cidades na busca de melhores oportunidades com uma formação profissional. Sendo Montes Claros – MG como referência deste deslocamento na mesorregião do Norte de Minas. Desta forma trataremos neste trabalho, a partir de dados estatísticos e realtos de estudantes do último ano do ensino médio de Taiobeiras, as expectativas e incentivos que levam a estes jovens quererem ingressar no nível superior e com isto, muitas vezes saírem do seu município para outros. Tratando as consequências e impactos criados a partir desta migração.

Palavras-chave: migração juvenil; migração estudantil; formação profissional; mercado de trabalho.


20 de abr. de 2018

Canto Poético: O Último Dia

Se a poesia escolhesse um lugar para viver, o Vale do Jequitinhonha seria um dos lugares possíveis para ela. Dentre tantos poetas renomados do Vale do Jequitinhonha, um jovem talentoso é que nos contemplará com um dos seus poemas. Moisés Silva da cidade de Ponto dos Volantes – MG, traz em suas poesias um sentimento que nos leva em seus versos. 
  
Moisés Silva
Ator e poeta, o jovem Moisés Silva da cidade de Ponto dos Volantes, Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, é um artista talentoso, que não só nos encanta pelos seus poemas, mas por sua encenação nos palcos do teatro popular. Trazendo um sentimento marcante, que nos leva em cada verso.
O poeta traz em seus versos sentimentos, e esta sensação de ser conduzido em cada estrofe e verso emoções. Mas traz também a qualidade do artista do Vale, da juventude do sertão mineiro, provocando em que lê os seus poemas, a sensação de vive-los e senti-los. Ou por uma memória vivida, ou, se colocando nas palavras ditas.
No poema O Último Dia, o poeta nos leva a ter a sensação de viver o momento descrito, provocando a reflexão de um último momento vivido, de um momento único, diante a vários sentimentos. E todo este encantamento nos mostra o quanto podemos olhar para um último momento de uma forma bela e encantadora.  

O Último Dia
Por: Moisés Silva.

Sorrirei!
sorrirei com vontade
ao mar hei de amar,
amarei de verdade.

Viverei!
Viverei sem vaidade
quando mentir for preciso,
só lhe direi a verdade
e se eu disser mentira,
não me tenha piedade...

Me enforquei!
Me mate!
Serei tão feliz,
pelos caminhos andados.
Sentirei tanta saudade
do meu passado.

Chorarei também,
chorarei por desprezo
pela vida
a qual sempre estou preso.

Moisés Silva
Quando surgir outro sol
e me trouxer
alegria,
farei o mundo conspirar
como se fosse
magia.

A lua será tão bela
e me trará euforia,
assim será na terra,
o meu último dia.

13 de abr. de 2018

Interpretes do Brasil: Herbert José de Souza, o Betinho.

Baseando no portal Interpretes do Brasil, pretendo aqui além dos grandes nomes considerados pelo portal, como grandes intelectuais brasileiros, trazer outras personalidades que representaram e representam estes interpretes da realidade social, política, econômica e cultural do Brasil. Para iniciar, um norte-mineiro que é considerado um dos grandes nomes do combate à desigualdade social, e grande defensor dos direitos humanos e da participação cidadã, Herbert José de Souza, simplesmente o Betinho.

Betinho
No dia 03 de novembro de 1935, no município de Bocaíuva, norte de Minas Gerais, nascia Herbert José de Souza, que ficou conhecido pelo o mundo a fora, como Betinho. Irmão do músico Chico Mário e do cartunista Henfil (confira o filme abaixo sobre a história dos três irmãos). 
Graduado na Universidade Federal de Minas Gerais em Sociologia, no ano de 1962. Ativista dos direitos humanos no Brasil, o sociólogo Betinho foi engajado na luta dos movimentos sociais, desde o governo de João Goulart, com a defesa das reformas de base, principalmente a reforma agrária no Brasil. Durante o período da ditadura militar no Brasil, foi obrigado a se exilar no Chile no ano de 1971, diante seu posicionamento político e sua crítica ao regime militar. Levou sua luta até a sua morte no ano de 1997, causada pela hemofilia herdada de sua mãe, e pela AIDS, e a hepatite C que adquiriu em uma transfusão de sangue.
Projeto Ação da Cidadania 
Em 1991, foi reconhecido com o Prêmio Global 500, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, diante sua luta pela defesa da reforma agrária e pelos direitos aos povos indígenas. Mas seu grande projeto, que destacou mundialmente, foi a Ação da Cidadania, contra a Fome, a Miséria e pela Vida. Onde conseguiu sem apoio de nenhum governo, levar alimentos as famílias em estado de miséria, por todo o país. E durante o primeiro governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, foi membro do Conselho da Comunidade Solidário, na promoção ao combate à miséria no país, e mesmo depois de sua morte sua obra contra a pobreza inspirou vários projetos e programas sociais, como o programa Fome Zero, no primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Teve grandes obras públicas, desde temas voltados ao público infanto-juvenil, como a Centopeia que Pensava, uma forma de trazer um olhar crítico e solidário ao público infantil. Voltadas a conscientização do problema da AIDS e das políticas de saúde pública na sociedade, e uma reflexão de uma doença que adquiriu, como a obra junto com seu irmão Henfil, A Cura da AIDS.
Mas a suas grandes obras foram voltadas a questão da cidadania, da solidariedade e dos movimentos sociais no combate à desigualdade social no Brasil. Em artigo e entrevista feita para a editora Moderna, no ano de 1994, a obra Ética e Cidadania, junto com Carla Rodrigues, voltada para a juventude, como uma forma didática, Betinho traz todas suas vivências, e reflexões diante o conceito de cidadania, política e solidariedade.
Em seu texto O Pão Nosso, em Reflexões para o futuro, edição Veja 25 anos, em 1993, Betinho diz:
No combate à fome há o germe da mudança do país. Começa por rejeitar o que era tido como inevitável. Todos podem e devem comer, trabalhar e obter uma renda digna, ter escola, saúde, saneamento básico, educação, acesso à cultura. Ninguém deve viver na miséria. Todos têm direito à vida digna, à cidadania. A sociedade existe para isso. Ou, então, ela simplesmente não presta para nada. O Estado só tem sentido se é um instrumento dessas garantias. A política, os partidos, as instituições, as leis só servem para isso. Fora disso, só existe a presença do passado no presente, projetando no futuro o fracasso de mais uma geração. [...] Tenho fome de humanidade. (SOUZA, Herbert, 1993)

Betinho, se tornou assim, uma das maiores referencias da luta pelo combate a pobreza e a desigualdade social no Brasil, foi um crítico e um visionário nas questões sociais, e na promoção a cidadania e a solidariedade diante os problemas no país. Valendo destacar sua atuação política e social, na transformação da realidade brasileira.

8 de abr. de 2018

História em Futebol de Botão: Cruzeiro, Campeão Mineiro 2018.

O Campeonato Mineiro é com certeza um dos maiores campeonatos estaduais do Brasil. E muito almejado pelas equipes mineiras, e a edição de 2018 demonstrou muito bem como as equipes sabem do peso desta conquista. O Cruzeiro foi campeão mineiro pela 39º vez, e “o resto é 1º de abril”.

Cruzeiro Campeão Mineiro 2018
O Cruzeiro Esporte Clube demonstrou porque foi sem duvida o campeão mineiro de 2018. O time celeste venceu 09 jogos e empatou 02 jogos na primeira fase, campanha que rendeu a liderança nesta fase, com 08 pontos acima do América Mineiro, segundo colocado.
Dentro do critério do Campeonato Mineiro, a equipe possuiria a partir da semifinal o direito de empata todos os jogos e se tornar campeão. Mas tinha as quartas de final, e a equipe tinha pela frente a equipe do Patrocinense, da cidade de Patrocínio – MG. Na ultima rodada da primeira fase as equipes se enfrentaram em um empate de 1 a 1. Mas na semifinal o Cruzeiro não deu brecha para o azar, e venceu o time de Patrocínio, por 2 a 0 no Mineirão, com dois gols do jovem Raniel.
Nas semifinal a equipe celeste enfrentou  Tupi da cidade de Juiz de Fora – MG, o Galo Carijó deu muito trabalho a Raposa, mas venceu com autonomia os dois jogos, 1 a 0 em Juiz de Fora, e 2 a 1 no Mineirão em Belo Horizonte, destaque para Thiago Neves que marcou os dois jogos em casa. Chegando assim a mais uma final de Campeonato Mineiro, contra o maior rival, o Atlético Mineiro.
O Galo enfrentou a América Mineiro na semifinal, e depois de varias polêmicas, desde a primeira fase, envolvendo o outro grande clássico de Minas Gerais. O Atlético superou o Coelho com duas vitórias, 1 a 0 e 2 a 0, chegando com moral na final.
O primeiro jogo da grande final foi no dia 01 de abril, no Estádio Independente, em pleno domingo de Páscoa. O Atlético entrou precisando ganhar o jogo, e foi para cima do Cruzeiro. Entre os 36 minutos do primeiro tempo aos 45, ainda do primeiro tempo, o Atlético marcou três gols, todas vindas de cobrança de bola parada com o venezuelano Otero, e gols de Ricardo Oliveira, por duas vezes, e Adilson.
O segundo tempo o Cruzeiro reagiu, mas só conseguiu diminuir a diferença aos 37 minutos do segundo tempo, com o uruguaio De Arrascaeta, que entrou só no segundo tempo, e mesmo com a derrota deixou uma esperança para a Raposa reverter o placar. O jogo terminou com muita discussão e provocações entre os atletas, desde um suposto empurrão do gandula para cima do meio-campista Robinho do Cruzeiro, que também durante o jogo foi provocado pelo jogador Otero, que insinuou que o meia do Cruzeiro estava com a bunda cheirando mal.
O segundo jogo foi no dia 08 de abril, desta vez no gigante da Pampulha, o Mineirão. O Cruzeiro precisava vencer por no mínimo 02 gols de diferença, e mostrar porque foi o time de melhor campanha. E foi o que fez, logo aos 03 minutos da primeira etapa, o uruguaio Arrascaeta, depois da insistência do time celeste na procura do primeiro gol, foi e marcou, a torcida que estava chateada com o primeiro jogo, já foi logo voltando às pazes com o time. E a pressão do jogo foi subindo e na metade do primeiro tempo ainda, em uma jogada violenta entre o lateral-direito Edilson do Cruzeiro e o meia-atacante Otero, o venezuelano levou a pior e foi expulso. O primeiro tempo acabou com os jogadores a flor da pele.
Cruzeiro Campeão Mineiro 2018
Na volta do segundo tempo, muita pressão vinda das arquibancadas e dentro de campo. E logo aos 02 minutos da etapa final, o craque do campeonato mineiro de 2018, o meia Thiago Neves, mandou de primeira após o passe de Robinho e fez o gol que daria a vitória ao time celeste.
O Cruzeiro se consagrou pela 39ª vez o Campeão Mineiro, e mais uma vez encima do maior rival, em um ano que começou cheio de rivalidade e provocações entre torcida e jogadores dos dois clubes. Mostrando o porquê foi  o melhor time, e correspondendo em campo a expectativa da massa azul.
Segue abaixo os modelos para botão do jogo:

CRUZEIRO: 1. Fábio; 22. Edilson, 26. Dedé, 3. Léo e 6. Egídio; 8. Henrique, 5. Ariel Cabral, 19. Robinho, 10. Thiago Neves e 10. Arrascaeta; 7. Rafael Sóbis; Técnico: Mano Menezes
ATLÉTICO MINEIRO: 1. Victor; 29. Patric, 3. Leonardo Silva, 4. Gabriel, 6. Fábio Santos; 21. Adilson, 7. Elias, 10. Cazares; 27. Luan, 9. Ricardo Oliveira e 11 Otero. Técnico: Thiago Larghi


6 de abr. de 2018

Espaço Musical: Funk da Lama

Para refletir o momento atual do Brasil, nada que trazer uma música. A canção Funk da Lama do compositor e cantor Zeca Baleiro, traz uma forma provocativa de refletir os problemas sociais, políticos e culturais em nosso país. 

Zeca Baleiro
Em 20 de fevereiro de 2014, Zeca Baleiro lançava mais um álbum musical de sucesso, Calma Aí, Coração, obtendo sucesso nacional e internacional, sendo indicado ao Grammy Latino de Melhor Álbum e Música Popular Brasileira.
Entre os sucessos do álbum, a canção inédita Funk da Lama, não só chamou atenção por sua letra, algo já esperado nas canções de Zeca Baleiro, mas pela provocação do compositor de um olhar crítico musical dos sucessos midiáticos da música não só brasileira, mas em todo lugar.
Funk na Lama traz a proposta da moda das coreografias e da batida repetida do funk, algo bem novo na musicalidade de Zeca Baleiro, mas traz uma letra humorada, com uma crítica social, política e cultural, bem estilo do cantor e compositor.  
A letra da canção promove uma reflexão crítica dos acontecimentos recentes no Brasil, não só nas questões políticas, mas sociais e culturais. “Você vai ter que responder pelo que faz, você vai ter que responder pelo que diz”, assim em uma batida de funk, acompanhada com uma coreografia bem humorada, o refrão da canção, traz vários nomes públicos ligados a artistas famosos, lideres religiosos e políticos brasileiros, colocando em questão que todos serão julgados, e todos terão que responder por suas atitudes.
Baleiro também provoca a questão da moralidade, e dos caminhos em que o mundo vem se dando. Apesar de ser recente a composição, ela se torna profética, por alguns anos após ser lançada, ficar mais evidente a crítica feita.
É importante refletir que nos últimos anos a revelação de casos de corrupção no Brasil e no mundo, e cada vez mais o “mundo esta atoladinho na lama”, graças a uma maior abertura dos meios de comunicação, além da conscientização de muitos de observar e trazer uma crítica, não importa a quem ou o que. Algo que só ocorre dentro de um processo democrático e consciente.
Como diz Baleiro “bota a mão na consciência”, talvez estejamos longe de uma população consciente e com senso crítico da sua realidade. Talvez estejamos encaminhando para um retrocesso.
Mas que nos últimos tempos, houve avanços nas investigações e denúncia de problemas da corrupção na política brasileira, isto houve. E que qualquer um que cometer tais atos, ira responder pelo que fez, ou pelo que diz. Só não nos seguemos nas redes sociais, com as tendências de alienação do ponto de vista de um lado.

Funk da Lama
Cantor: Zeca Baleiro

Tanto faz se é Ivete ou Shakira,
Tanto faz se é Sá, Rodrix ou Guarabira
Você vai ter que responder pelo que faz
Você vai ter que responder pelo que diz

Tanto faz se é pratão ou se é pelego
Tanto faz se é Pelé ou se é Diego
Você vai ter que responder pelo que faz
Você vai ter que responder pelo que diz

Bota a mão nas cadeiras
Vai até o chão com graça
A moral do chão não passa
Bota a mão nas cadeiras
Dança com malemolência
Bota a mão na consciência.

Vem cachorra, nem precisa de cama
O mundo tá atoladinho
O mundo tá atoladinho na lama

Vem cachorra, nem precisa de cama
O mundo tá atoladinho
O mundo tá atoladinho na lama

Tanto faz se é Demóstenes ou Palocci
Se é Fábio Melo ou Marcelo Rossi
Você vai ter que responder pelo que faz,
Você vai ter que responder pelo que diz

Tanto faz se Homem do Ano ou Mulher-Pera
Tanto faz se é Bolsonaro ou se é Gabeira
Você vai ter que responder pelo que faz
Você vai ter que responder pelo que diz

Bota a mão nas cadeiras
Vai ate o chão com graça
A moral do chão não passa
Bota a mão nas cadeiras
Dança com malemolência
Bota a mão na consciência

Vem cachorra, nem precisa de cama
O mundo tá atoladinho
O mundo tá atoladinho na lama


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