16 de jul. de 2013

Manifestações: Acorda Taiobeiras



Manifestação Acorda Taiobeiras - 22/06/2013

No dia 22 (vinte e dois) de junho de 2013 (dois mil e treze) na cidade de Taiobeiras – MG ocorreu uma manifestação com pouco mais de 40 pessoas envolvidas. Motivados pelas manifestações ocorridas em todo o país, os manifestantes se expressaram em cartazes e palavras de ordem suas indignações. Em pesquisa realizada na manifestação pela Empresa Júnior de Estudo e Pesquisa Social – EJEPS/”DATAMONTES”, do curso de Ciências Sociais – UNIMONTES, fez entrevista com 30 (trinta) manifestantes, correspondendo margem de erro de 10% do total de manifestantes presentes os dados apresentados nos dados coletados.
Manifestação Acorda Taiobeiras - 22/06/2013
            O perfil dos manifestantes eram: 77% do sexo masculinos, 66,7% com idade entre 15 á 19 anos, 30% residentes no Centro da cidade, e quanto mais afastado da região central cai o número de manifestantes, inclusive sem representações da zona rural. 56,7% responderam que a renda familiar mensal é entre 1 á 3 salários mínimos. 56,6% são concluintes do ensino médio, e 36,7% ainda estão fazendo, assim 46,7% são estudantes, e 10% desempregado, onde
43,3% corresponde empregados, autônomos e funcionários públicos, em relação a definição de etnia/cor 50% se consideram brancos, 13,3% negros e 36,7% pardos. Dentro desse perfil percebemos um público parecido com manifestações na maioria dos lugares em todo o Brasil que vem ocorrendo frequentemente manifestações.
Manifestação Acorda Taiobeiras - 22/06/2013
            Jovens, boa parte estudante e um número significante de desempregados, com diversas indignações como apresentadas por eles como: corrupção; saúde; educação; segurança pública. Indignações estas parecidas como a de vários lugares do país, uma insatisfação que se apresenta como o nível de satisfação aos governos municipal, estadual e federal, como apresenta as tabelas abaixo.

Tabela 10
Qual seu nível de satisfação em relação a política municipal?
 Variável
Frequência
Percentagem
Percentagem Válida
Péssima
6
20%
20,7%
Ruim
8
26,7%
27,6%
Regular
11
36,7%
37,9%
Boa
4
13,3%
13,8%
Total Válido
29
96,7%
100%
Não Respondeu
1
3,3%

Total
30
100%

Fonte: EJEPS/”DATAMONTES” 2013.
Gráfico 10
Fonte: EJEPS/”DATAMONTES” 2013.

Tabela 11
Qual seu nível de satisfação em relação a política estadual?
Variável
Frequência
Percentagem
Percentagem Válida
Péssima
11
36,7%
39,3%
Ruim
5
16,7%
17,9%
Regular
9
30%
32,1%
Boa
3
10%
10,7%
Total Válido
28
93,3%
100%
Não Respondeu
2
6,7%

Total
30
100%

Fonte: EJEPS/”DATAMONTES” 2013.
Gráfico 11
Fonte: EJEPS/”DATAMONTES” 2013.

Tabela 12
Qual seu nível de satisfação em relação a política federal?
 Variável
Frequência
Percentagem
Percentagem Válida
Péssima
9
30%
33,3%
Ruim
10
33,3%
37%
Regular
6
20%
22,2%
Boa
2
6,7%
7,4%
Total Válido
27
90%
100%
Não Respondeu
3
10%

Total
30
100%

Fonte: EJEPS/”DATAMONTES” 2013.
Gráfico 12
Fonte: EJEPS/”DATAMONTES” 2013. 

            È fácil de observar a indignação geral com todos os governos, já que todos apresentaram um porcentagem maior na avaliação entre péssimo e ruim. A rejeição maior ao governo federal não fica distante da rejeição ao governo estadual e nem o municipal, que tiveram média de rejeição ficou pouco mais de 50%, considerando que não teve nenhuma avaliação de ótima e média de menos de 10% de boa a satisfação com os governos, e isso é um demonstra que não é uma indignação específica a um governo ou um governante, mas sim a tudo e todos. Um ponto a observar é que a região mais central do município é a que mais rejeita o governo municipal. Os estudantes são os que mais avaliam negativamente os governos, mas se equilibram com avaliação neutra e positiva. Os autônomos avalia o governo federal mais negativo que o governo estadual, e os empregados rejeitam mais o governo estadual que o federal, e se equilibra na avaliação do governo municipal junto com os autônomos. Os desempregados rejeitam mais o governo estadual, mas mostram indignados com o governo federal e se apresenta mais neutros na avaliação ao governo municipal.
            A pauta mais específica dos manifestantes voltadas a cidade foi em relação os problemas com os animais (cachorros mais específico) que cresce cada vez mais o número deles espalhados pela cidade, sofrendo maus tratos e criando problemas de saúde. Outro ponto a precariedade da pavimentação das ruas na zona urbana, e o ponto mais questionado a Barragem de Berizal, que voltou a ser ponto de discussão com a seca do final do ano passado (2012), onde é vista como uma saída de combate à seca. A manifestação assim saiu nas ruas centrais da cidade, mesmo com um número pequeno, foi muito significativo já que o município não tem tradição e grupos fortes no que se trata de manifestação. Dos manifestantes apenas 6,7% eram filiados algum partido e 16,7% responderam que fazia parte algum movimento social/cultural.
            Um outro ponto a observar é que 60% dos manifestantes nunca foram em nenhuma reunião na Câmara Municipal, e 23,3% responderam que vão raramente. A presença dos manifestantes em conselhos e conferências é ainda maior o número dos que nunca foram, 80%, e só 16,7% responderam que participam raramente. Assim deixa a questão porque a participação do cidadão é tão pouca em lugares de discussão política tão importantes? E porque o número é tão restrito de participantes em manifestações no município de Taiobeiras? Essa ultima questão questiono ainda que sendo a maioria dos manifestantes corresponde a jovens, onde estão os jovens do município, principalmente aqueles já concluintes do ensino médio? As indignações se apresentam de acordo com muitas realidades vividas por todo o país, e não é rejeitada na cidade, talvez não seja uma grande manifestação, mas é valida e realista com os problemas de Taiobeiras e todo o Brasil.
Manifestação Acorda Taiobeiras - 22/06/2013

9 de jun. de 2013

Festa Junina, a melhor festa do Sertão!



Para falar de festa junina é preciso ir mais longe do que os três santos católicos que são mencionados, principalmente São João Batista. As festas juninas são milenares conhecidas nas crenças pagãs como Festa de Solstício que comemorava os extremos climáticos da terra, no dia 24 de Junho, mesma data que se comemora São João, é o momento de agradecer o astro Sol pelo calor que no hemisfério norte é quando a fertilidade da terra está em alta, e o momento da colheita e da fartura, diferente para nós, que nessa época é quando se esfria e se torna época boa de ter boas safras. 


No Brasil a festa veio desde a colonização, os próprios portugueses trouxeram a influência religiosa, as comemorações de Santo Antônio (13 de Junho), São João (24 de Junho) e Pedro (29 de Junho), mas não ficou só no habito religioso, as danças de roda conhecida na festa brasileira como quadrilha teve influência francesa que teve no país, os fogos a cultura oriental vinda dos chineses, as diversidades culinárias vindo da cultura africana e indígena que sempre esteve na base da cultura brasileira, além das cores e da alegria desse evento.
Festa do Caipirol da EE Oswaldo Lucas Mendes (Colégião) 2008
Muitas tradições das festas juninas perderam se com o tempo, outras foram acrescentadas, mesmo com essas mudanças, desse mundo globalizado vistas em quadrilhas misturando desde das músicas típicas, como o baião, o forró, as músicas de roda e serenatas, misturando com batidas eletrônicas, passando pelas roupas que não fica mais nos típicos trajes caipiras e sertanejos, as comidas que não fica mais diante a colheita da época,  derivados do milho, amendoim, mandioca, cana-de-açúcar,  entre outros, acrescentam receitas mais “sofisticadas” como quentão de morango, doces cristalizados, cervejinha, refrescos.
Mas o mais importante da festa não se perdeu principalmente no Sertão que por todo lado do sul ao norte, festeja a alegria, a boa ou não colheita que se deu, o momento de reunir amigos, familiares e até desconhecidos que invadem as fogueiras, bandeiras e quadrilhas por ai a fora. Viva Santo Antônio, o santo casamenteiro?! São João Batista o santo mais comemorado no sertão brasileiro, e São Pedro, santo das fogueiras das viúvas. Agora é só caça um rumo por ai para tomar um quentão, um chá de amendoim, uma canjica, uma “quenga” (caldo de frango, e um bom quentão, para cair no forró e em um quadrilha entra.



Destaque