1 de jan. de 2018

Espaço Musical: Verde Ouro

Há muito tempo queria dedicar um espaço a música no blog Pé de Taioba, com objetivo de promover canções desde músicos regionais do Norte de Minas e Vale do Jequitionha, a outros de todas as partes que marcaram gerações e nossa musicalidade local.  

Em 2014 o cantor e compositor Alfeu de Oliveira compôs a canção Verde Ouro, com a letra criado pelo Professor Silvano de Araújo, ou simplesmente Di Araújo, com uma musicalidade característica do Vale do Jequitionha, recheada de poesia, história e reflexão, a canção Verde Ouro tomou forma. 
Alfeu de Oliveira
Alfeu de Oliveira, natural da cidade de Taiobeiras, também conhecido como o “Zé Ramalho de Taiobeiras”, ou Alfeu cadeirante, tem grandes referências em seu repertório, desde a o grande folião de reis de Taiobeiras, Juca Grosso, passando por grandes nomes do Vale do Jequitionha como Paulinho Pedra Azul, Rubinho do Vale, a outros grandes nomes como Elomar Figueira e Zé Ramalho, a quem muitos comparam a sua voz com a do cantor.
Fruto do Pequizeiro -
Comunidade Lagoa Grande
A canção Verde Ouro que fala do fruto que simboliza o norte mineiro e a cultura do município de Taiobeiras, traz uma reflexão cultural do Pequi, ao mesmo tempo os problemas ambientais do desmatamento do cerrado norte mineiro. A canção que foi finalista em dois concursos, o Festival de Música Autoral de Taiobeiras em 2015, e o Festival de Música do Sistema Prisional de Minas Gerais. Merece esta aqui no nosso espaço musical pela qualidade musical e por uma letra que promove uma boa reflexão do nosso cerrado norte mineiro.

Confira abaixo a Canção: 
Verde Ouro
Letra: Silvano de Araújo
Arranjo: Alfeu Oliveira

Oh meu verde ouro
Que das matas vem surgindo...
Temporão senhor

Da chapada duas medidas eu irei de levar.
Pra alegrar os olhos do meu amor.
Pra alegrar os olhos do meu amor.
  
Uma medida,
Tempero, sal há de ser.
A outra sentar e roer criançada,
Que castanha nós vamos ter

Nesta folia,
Cuidado matuto, cuidado.
Castanha pode doer.

Pequi que te quero assim.
Assim que te quero lindo.
Verde amarelo da minha terra.
Verde amarelo da minha terra.

Te arrancaram em retorcidas raízes,
Clamando por vida.
Vida sofrida em sertão.
Vida sofrida em sertão.

8 de abr. de 2017

Impactos do povoamento da Comunidade da Mutuca em Taiobeiras - MG

Em 2016, tive a oportunidade de junto com minha companheira Nayara Dias de Assis, fazermos uma análise dos impactos na comunidade da Mutuca, onde temos grande proximidade, e publicarmos nosso trabalho no V Congresso em Desenvolvimento Social organizado pelo  PPGDS-UNIMONTES. 

Nayara Dias de Assis; 
Rafael Alves de Oliveira 

Os chacreamentos, ou, parcelamento de solo nas áreas rurais vêm sendo crescentes na última década. Onde cada vez mais pessoas buscam ter um local de descanso afastado das áreas urbanas constituindo uma segunda residência no qual possa ter maior contato com a natureza, uma fuga para lazer, além do desfruto de maior espaço, e menor contato possível com os desconfortos provocados pelas áreas urbanas. Dentro deste deslocamento de pessoas, sendo apenas em finais de semana, ou também, em casos de mudanças definitivas de moradias de localidade urbanas para rurais, traz em questão conceitos como êxodo urbano e rurbanização, que provocam interações socioambientais significativas.  A migração pendular e sazonal de pessoas, antes em áreas urbanas, para as áreas rurais, induz a várias situações de impactos sociais e ambientais que podem ser diretos ou indiretos, tais como: desmatamento de plantas nativas para dar lugar a construção de casas, quadras e piscinas, introdução de alimentos industrializados e aparelhos eletrônicos, poluição sonora e luminosa, torna-se também um atrativo para empreendimentos voltados a exploração dos recursos naturais.  Tendo em questão o processo de rurbanização, conceito que traz a analise da transformação do meio rural, a partir das influências urbanas. Com isto, parte da analise deste trabalho, compreender os impactos do povoamento da comunidade rural da Mutuca, no município de Taiobeiras – MG. Tende como objetivo perceber e compreender o quanto o processo de chacreamento ocorrido na localidade, provocou mudanças das características físicas e sociais desta área. Trazendo desta forma uma reflexão dos impactos ambientais e físicos ocorrente na comunidade da Mutuca, a partir de entrevista realizada com moradores mais antigos e lideres comunitários, coleta de dados geográficos, fotográficos, sensoriamento remoto e, consulta em bibliografias que citam de forma objetiva os conceitos citados.
Palavras-chave: chacreamento; impacto social; impacto ambiental; rurbanização

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