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24 de abr. de 2018

Migração Estudantil e Mercado de Trabalho: Jovens Estudantes do Ensino Médio de Taiobeiras – MG.¹

Em 2015, participei do VI Simpósio Internacional Sobre a Juventude Brasileira, JUBRA, na Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, na cidade do Rio de Janeiro. Evento que reuniu vários pesquisadores de todo o país, e até mesmo de outros países da América Latina, para discutir e analisar a Juventude. E tive a oportunidade de apresentar um trabalho de pesquisa, realizado a partir da Monografia na minha formação em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Montes Claros – MG. No qual tratei sobre a Migração Estudantil e o Mercado de Trabalho, tendo a juventude taiobeirense, como estudo. Em referencia ao dia do Jovem Trabalhador, deixo um pouco deste trabalho, que fez parte do Livro Juventude, Trabalho e Emprego: políticas públicas, desafios e perspectivas, na organização da professora Dr. Maria Madalena Gracioli, publicado pela Editora CRV em Curitiba, no ano de 2016. 

Rafael Alves de Oliveira

Resumo: A migração juvenil, seja pendular ou sazonal, vem sendo crescentes no mundo inteiro. A Organização das Nações Unidas – ONU menciona que 12,5% dos migrantes internacionais, são jovens entre 15 á 24 anos. Na realidade brasileira podemos destacar este aumento pela busca no mercado de trabalho, e principalmente pela formação profissional. Sendo estas duas opções relacionadas uma com a outra. Onde cada vez mais o mercado de trabalhado vem cobrando a formação, técnica e superior, como principal item no currículo dos candidatos que concorre a uma vaga de emprego. E com isto os incentivos e a busca dos jovens recém-formados na educação básica, por uma formação superior é cada vez maior. Grandes polos populacionais e de ofertas de trabalho, são também polos de instituições superiores. Com as políticas públicas voltadas a educação de nível superior e técnico, a migração estudantil vem sendo cada vez mais significativa. Jovens recém-formados na educação básica, ou mesmo ainda começando o ensino médio, saem de seus municípios em busca de melhor formação profissional, e com isto em busca de melhores oportunidades. Podendo apontar neste cenário, as mudanças socioespaciais de vários municípios que possuem campus universitário, além da reserva de mão de obra qualificada, que vem sendo crescente em todas as áreas profissionais. A partir de estudo de caso diante a realidade em Taiobeiras, no norte mineiro, no qual parte de seus jovens migrando para outras cidades na busca de melhores oportunidades com uma formação profissional. Sendo Montes Claros – MG como referência deste deslocamento na mesorregião do Norte de Minas. Desta forma trataremos neste trabalho, a partir de dados estatísticos e realtos de estudantes do último ano do ensino médio de Taiobeiras, as expectativas e incentivos que levam a estes jovens quererem ingressar no nível superior e com isto, muitas vezes saírem do seu município para outros. Tratando as consequências e impactos criados a partir desta migração.

Palavras-chave: migração juvenil; migração estudantil; formação profissional; mercado de trabalho.


8 de abr. de 2017

Impactos do povoamento da Comunidade da Mutuca em Taiobeiras - MG

Em 2016, tive a oportunidade de junto com minha companheira Nayara Dias de Assis, fazermos uma análise dos impactos na comunidade da Mutuca, onde temos grande proximidade, e publicarmos nosso trabalho no V Congresso em Desenvolvimento Social organizado pelo  PPGDS-UNIMONTES. 

Nayara Dias de Assis; 
Rafael Alves de Oliveira 

Os chacreamentos, ou, parcelamento de solo nas áreas rurais vêm sendo crescentes na última década. Onde cada vez mais pessoas buscam ter um local de descanso afastado das áreas urbanas constituindo uma segunda residência no qual possa ter maior contato com a natureza, uma fuga para lazer, além do desfruto de maior espaço, e menor contato possível com os desconfortos provocados pelas áreas urbanas. Dentro deste deslocamento de pessoas, sendo apenas em finais de semana, ou também, em casos de mudanças definitivas de moradias de localidade urbanas para rurais, traz em questão conceitos como êxodo urbano e rurbanização, que provocam interações socioambientais significativas.  A migração pendular e sazonal de pessoas, antes em áreas urbanas, para as áreas rurais, induz a várias situações de impactos sociais e ambientais que podem ser diretos ou indiretos, tais como: desmatamento de plantas nativas para dar lugar a construção de casas, quadras e piscinas, introdução de alimentos industrializados e aparelhos eletrônicos, poluição sonora e luminosa, torna-se também um atrativo para empreendimentos voltados a exploração dos recursos naturais.  Tendo em questão o processo de rurbanização, conceito que traz a analise da transformação do meio rural, a partir das influências urbanas. Com isto, parte da analise deste trabalho, compreender os impactos do povoamento da comunidade rural da Mutuca, no município de Taiobeiras – MG. Tende como objetivo perceber e compreender o quanto o processo de chacreamento ocorrido na localidade, provocou mudanças das características físicas e sociais desta área. Trazendo desta forma uma reflexão dos impactos ambientais e físicos ocorrente na comunidade da Mutuca, a partir de entrevista realizada com moradores mais antigos e lideres comunitários, coleta de dados geográficos, fotográficos, sensoriamento remoto e, consulta em bibliografias que citam de forma objetiva os conceitos citados.
Palavras-chave: chacreamento; impacto social; impacto ambiental; rurbanização

1 de mai. de 2015

Trabalhador: a (des)valorização do trabalho.

No dia do trabalhador, deixo aqui uma análise, como homenagem a cinco trabalhadores que fazem parte da construção histórica social, econômica e cultural de Taiobeiras – MG. Zé Padeiro, o primeiro padeiro do município de  Taiobeiras, Wilson Sapateiro o mais antigo sapateiro em ativa do município, assim como Zé Baiano, feirante com mais tempo nas bancas do Mercado Municipal, Amadeus da Oficina de Bicicleta, primeiro mecânico de bicicleta de Taiobeiras, e propulsor do ciclismo no município, e Iris Marceneiro, um dos mais antigos marceneiros de Taiobeiras, responsável pela reforma de um dos símbolos do patrimônio taiobeirense, o Cruzeiro da praça do Santos Cruzeiro.
 
Cotidiano - Jerci Maccari (2005)
Falar de trabalho é referir um dos principais elementos sociológicos para compreensão social, político, econômico e cultural. Precisamos também compreender que mencionar tal elemento é proporcionar uma leitura filosófica das três atividades fundamentais para os gregos na antiguidade, vita activa, sendo estes: o labor, o trabalho e a ação.
O labor, que se relacionam com a necessidade biológica do indivíduo, necessidades animalescas necessita para sobreviver e assegurar que exista a espécie. Desta forma o labor é presente em toda ação vital, e assegura as condições humana a própria vida. O trabalho que nos diferencia dos demais animais, este elemento se relaciona com o lado racional e intelectual humano, techné. É a partir do trabalho que o ser transforma elementos da natureza em objetos para seu consumo, diferenciando dos demais seres, a forma como produz estes objetos.
Já a ação, resume como atividade mais nobre humana, o pensamento político-social, onde esta não necessita da matéria para existir, e o elemento que traz a característica para Aristóteles, do animal socialis, onde através da phronésia, o ser humano se expressa sua capacidade de julgar em uma determinada situação, levando a ideia do bem, e motivos de fazer a própria ação. Estes três elementos da vita activa são uma proposta da construção social do individuo, diferenciando ao compararmos com os demais seres vivos, “o homo faber (fabricador) é o único que é senhor tanto da natureza quanto de si mesmo” (Arendt). O que leva a outra análise, a partir da sociologia do trabalho.
Desde os pensadores clássicos da sociologia, aos contemporâneos, o trabalho é uma palavra-chave de análise da sociedade. Para Marx o trabalho é definido nas relações da produção, traz em seu argumento a divisão do trabalho a partir da divisão de classes sociais (proletariado e burguesia, ou, dominante e dominado da força de trabalho). Já Durkheim a solidariedade, e a coesão do organismo social, são caracterizam a divisão do trabalho, definindo o trabalho como elemento básico na construção da sociedade, onde o individuo herda a condição que tem, e desta devera se adequar ao contexto proposto, e devera executar para o funcionamento do organismo social. Para Weber, o trabalho é analisado a partir das relações sociais, que são compostas por ações sociais, que estão relacionadas pela racionalidade ou emoção, e diante desta situação, as relações se estabelecem diante as características, tipos ideais, que compõe a sociedade referida.
Referir o trabalho aqui é proporcionar a sua (des)valorização. Onde, ainda quando era graduado, realizei um artigo falando de cinco trabalhadores do município de Taiobeiras – MG, para debater esta valorização ou desvalorização do trabalho e do trabalhador. A definição da escolha dos cinco trabalhadores foi pensada a partir da identidade que estes senhores possuem com seus ofícios, sendo eles: Zé Padeiro, Wilson Sapateiro, Zé Baiano Feirante, Amadeus da Oficina de Bicicletas e Iris Marceneiro.
Uma característica básica entre todos eles é como a sua identidade relacionada a seus ofícios respectivamente são postas. Todos eles carregam em seus apelidos, o seu oficio. Não precisaria nem mencionar o que cada um faz, ou fez na vida, pois no seu nome vulgo, trazem esta informação.
Mas tal característica vem sendo desconstruída diante ao mundo globalizado, onde antes a busca pela solidez da profissão, onde o individuo era conhecido pela sua função social. Podemos perceber a flexibilidade desta característica, onde o individuo não possui mais a ideia de profissão sólida, e sim liquida. A flexibilidade, ou seja, não ficar preso apenas a uma profissão, a um local de trabalho, não criar uma identidade a partir de um ofício, faz parte hoje de um currículo do trabalhador.
A proposta de trazer Zé Padeiro, Wilson Sapateiro, Zé Baiano Feirante, Amadeus da Oficina de Bicicletas e Iris Marceneiro, e trazer profissões que vem sofrendo grandes transformações, desde o modo de produção e trabalho, ao local de trabalho, com isto, podemos perceber que neste cenário ocorre ao mesmo tempo uma valorização e desvalorização do trabalho. Valorização com a modernização do trabalho, as novas formas dos meios de produção, que também proporciona a desvalorização do trabalho, pois muitas vezes ligada ao descaso destes trabalhadores que tinham antes maior significado e importância social. Onde sua solidez profissional renderia a eles sobrenomes vulgar a partir do seu ofício.

Mas, todos estes cinco trabalhadores, são e serão reconhecidos pelas suas obras. A sua vita activa, fizeram e fazem parte da construção social taiobeirenses. E com isto as velhas e novas gerações ainda terão como referência seus nomes. Pois apesar de questionarmos aqui a desvalorização do trabalho, os valores transmitidos por estes trabalhadores, a partir do seu ofício e obra, vão perpetuar diante a história na qual fazem parte, a história social, econômica e cultural de Taiobeiras – MG. 

5 de jan. de 2015

Os caminhos de ida são mais desejados que ss caminhos de Retorno: um estudo de caso sobre migração dos jovens de Taiobeiras – MG



Em 2014 foi marcante para mim, onde concluir o curso de Ciências Sociais na Universidade Estadual de Montes Claros. Em meu trabalho de monografia pude tratar de uma realidade dos jovens de minha cidade natal, Taiobeiras – MG. O trabalho rendeu ainda um artigo, com contribuições da minha orientadora, Maria da Luz Alves Ferreira, sendo apresentado no IV Congresso de Desenvolvimento Social, organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Social – PPGDS/UNIMONTES.  
Convite de formatura das turmas de 2009 da Escola Estadual Oswaldo Lucas Mendes
Rafael Alves de Oliveira
Maria da Luz Alves Ferreira
A migração estudantil dos jovens taiobeirenses é um recorte das migrações no fenômeno da pós-modernidade e da globalização. A busca por maiores oportunidades fazem que estes jovens se retirem do seu lugar de origem, para lugares com maior desenvolvimento, principalmente nas áreas de ensino superior e de mercado de trabalho. Montes Claros – MG e Salinas – MG se torna neste sentido, cidades de referência aos jovens de Taiobeiras – MG, além de grandes capitais. Assim o objetivo aqui é pensar o processo migratório dos jovens taiobeirenses, analisar as motivações, incentivos e interesses presentes nesta mobilidade social, sendo observada a busca por melhor formação e capacitação para obter maiores oportunidades, refletindo o antes e o depois da retirada. Além de compreender e investigar os fenômenos sociais e os fatos sociais desta migração, dentro das reflexões neoclássicas e neomarxistas, e de conceitos de pós-modernidade e globalização. Refletindo a migração dos jovens no mundo contemporâneo, em constante transformação, e adaptar um novo lugar, com sua cultura, clima, etc., se tornando muitas vezes alvo de preconceitos, desta forma entrando em conflito diante o diferente. Considerando a migração interna dentro da mesorregião do Norte de Minas Gerais, delimitando uma realidade com a migração dos jovens taiobeirenses, destacando os estudantes na busca de melhores oportunidades. A partir de dados quantitativos e qualitativos, parte para reflexão teórica sobre a análise empírica para compreensão maior desta mobilidade, observando o antes e o depois deste processo, refletindo a satisfação e a vontade de permanecer ou não no município, e no caso dos que encontram fora de sua cidade natal, do retornar ou permanência da migração. Contudo percebemos que mesmo tendo um nível de satisfação considerável e a vontade de retornar ou permanecer, os jovens taiobeirenses tende a sair, pois não veem grandes oportunidades no município, assim podemos perceber que os caminhos de ida são mais desejados que os caminhos de retorno, pois este último é visto como retrocesso diante o sistema social, envolvendo não só o lado financeiro, mas status e prestígios diante as melhores condições.



8 de set. de 2013

IDHM: Taiobeiras no processo de desenvolvimento humano.



Os dados divulgados no segundo semestre de 2013 pela Organização das Nações Unidas (ONU), com o Programa das Nações Unidas de Desenvolvimento (PNUD), mostra os avanços do desenvolvimento humano aqui no Brasil. Trazendo aqui uma analise dos últimos censos realizados no Brasil (em: 1991; 2000; 2010) observamos os avanços no município de Taiobeiras – MG no que se tratam os três principais fatores de analise para obter o IDH: Escolaridade; Renda; Longevidade.Segue abaixo Gráfica e Tabela do IDHM de Taiobeiras - MG:


Índice de Desenvolvimento Humano Municipal e seus componentes - Taiobeiras - MG
IDHM e componentes
1991
2000
2010
IDHM Educação
0,138
0,321
0,578
% de 18 anos ou mais com ensino fundamental completo
13,68
20,12
39,06
% de 5 a 6 anos frequentando a escola
18,40
61,26
92,49
% de 11 a 13 anos frequentando os anos finais do ensino fundamental
19,86
56,17
92,54
% de 15 a 17 anos com ensino fundamental completo
8,17
29,79
63,33
% de 18 a 20 anos com ensino médio completo
8,73
15,11
32,24
IDHM Longevidade
0,688
0,783
0,815
Esperança de vida ao nascer (em anos)
66,29
71,95
73,90
IDHM Renda
0,504
0,557
0,639
Renda per capita (em R$)
184,08
256,46
426,91
Fonte: Pnud, Ipea e FJP
Como traz a tabela acima é de fácil percepção os aumentos nos três fatores no município ao longo dos anos. Como informa no site Atlas Brasil:
“O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de Taiobeiras é 0,670, em 2010. O município está situado na faixa de Desenvolvimento Humano Médio (IDHM entre 0,6 e 0,699). Entre 2000 e 2010, a dimensão que mais cresceu em termos absolutos foi Educação (com crescimento de 0,257), seguida por Renda e por Longevidade. Entre 1991 e 2000, a dimensão que mais cresceu em termos absolutos foi Educação (com crescimento de 0,183), seguida por Longevidade e por Renda.” (ATLAS BRASIL, 2013).

            Esses crescimentos se deram por vários fatores não só na cidade, mas em todo país. Alguns fatores não são positivos como aparenta, sendo na Educação, por exemplo, um dos fatores que mais se avançou, mas se aprofundarmos nos motivos que cresceu a frequência na educação básica, encontraremos políticas pedagógicas que facilitam muito a passagem de uma série a outra, evitando alunos que ficam retidos por notas baixas, sendo um problema na defasagem dos alunos de rede pública. Mas nem sempre é pontos negativos que se dão esses aumentos, a própria questão de melhores condições no mercado de trabalho, a busca pela melhoria na educação pessoal faz esse aumento, mesmo que seja algo também imposto pelo sistema.
            A Longevidade pode ser percebida por algumas facilitações ao acesso a informação e a saúde, mesmo sendo algo de grande crítica os sistemas de saúde de modo geral, houve grande melhoria no município de Taiobeiras – MG. Com avanços de políticas públicas como o próprio SUS (Sistema Único de Saúde) entre outras que facilitou locomoção e informação também. E a Renda também colaborou com a própria longevidade e educação, com uma melhor renda houve melhores condições a acesso a esses setores. Algumas políticas públicas são importantes para isso, com criação de renda a famílias que não se incluía ai, fazendo movimentar mais o comércio e a própria produção no município. Políticas nos setores rurais e urbanos, o aumento do nível de escolaridade também são de grandes destaques ao tratar de Renda.
            O gráfico abaixo mostra que Taiobeiras – MG se encontra ainda abaixo da media do Estado de Minas Gerais e do Brasil. O que indica que não estamos em dados tão comemorativos, apesar dos avanços do IDHM nos últimos anos. Taiobeiras é a 425º no ranking do Estado de Minas Gerais, muito longe de uma posição valorizada já que tratamos de um Estado de 853 municípios, apesar disso Taiobeiras destaca entre os 10 municípios de maior destaque da mesorregião do Norte de Minas. Um ponto negativo do Estado de Minas é que dentro do nível do IDHM só apresenta 02 municípios com nível Muito Alto (0,800 – 1,000), e boa parte se encontra no nível médio (0,600 – 0,699). 

            Mas, os avanços são vistos como traz o próprio Atlas Brasil:
“Entre 2000 e 2010: O IDHM passou de 0,519 em 2000 para 0,670 em 2010 - uma taxa de crescimento de 29,09%. O hiato de desenvolvimento humano, ou seja, a distância entre o IDHM do município e o limite máximo do índice, que é 1, foi reduzido em 31,39% entre 2000 e 2010; Entre 1991 e 2000: O IDHM passou de 0,363 em 1991 para 0,519 em 2000 - uma taxa de crescimento de 42,98%. O hiato de desenvolvimento humano, ou seja, a distância entre o IDHM do município e o limite máximo do índice, que é 1, foi reduzido em 24,49% entre 1991 e 2000; Entre 1991 e 2010: Taiobeiras teve um incremento no seu IDHM de 84,57% nas últimas duas décadas, acima da média de crescimento nacional (47,46%) e acima da média de crescimento estadual (52,93%). O hiato de desenvolvimento humano, ou seja, a distância entre o IDHM do município e o limite máximo do índice, que é 1, foi reduzido em 48,19% entre 1991 e 2010.” (ATLA BRASIL, 2013)
O IDH tem como objetivo avaliar os avanços de desenvolvimento no mundo, assim deixa dicas para os municípios que passarem por essa avaliação ver e criar caminhos para melhorias. Taiobeiras – MG teve grandes avanços, mas precisa melhorar em vários sentidos e criando novos conceitos de desenvolvimento e caminhos para melhoria da vida humana.

16 de jul. de 2013

Manifestações: Acorda Taiobeiras



Manifestação Acorda Taiobeiras - 22/06/2013

No dia 22 (vinte e dois) de junho de 2013 (dois mil e treze) na cidade de Taiobeiras – MG ocorreu uma manifestação com pouco mais de 40 pessoas envolvidas. Motivados pelas manifestações ocorridas em todo o país, os manifestantes se expressaram em cartazes e palavras de ordem suas indignações. Em pesquisa realizada na manifestação pela Empresa Júnior de Estudo e Pesquisa Social – EJEPS/”DATAMONTES”, do curso de Ciências Sociais – UNIMONTES, fez entrevista com 30 (trinta) manifestantes, correspondendo margem de erro de 10% do total de manifestantes presentes os dados apresentados nos dados coletados.
Manifestação Acorda Taiobeiras - 22/06/2013
            O perfil dos manifestantes eram: 77% do sexo masculinos, 66,7% com idade entre 15 á 19 anos, 30% residentes no Centro da cidade, e quanto mais afastado da região central cai o número de manifestantes, inclusive sem representações da zona rural. 56,7% responderam que a renda familiar mensal é entre 1 á 3 salários mínimos. 56,6% são concluintes do ensino médio, e 36,7% ainda estão fazendo, assim 46,7% são estudantes, e 10% desempregado, onde
43,3% corresponde empregados, autônomos e funcionários públicos, em relação a definição de etnia/cor 50% se consideram brancos, 13,3% negros e 36,7% pardos. Dentro desse perfil percebemos um público parecido com manifestações na maioria dos lugares em todo o Brasil que vem ocorrendo frequentemente manifestações.
Manifestação Acorda Taiobeiras - 22/06/2013
            Jovens, boa parte estudante e um número significante de desempregados, com diversas indignações como apresentadas por eles como: corrupção; saúde; educação; segurança pública. Indignações estas parecidas como a de vários lugares do país, uma insatisfação que se apresenta como o nível de satisfação aos governos municipal, estadual e federal, como apresenta as tabelas abaixo.

Tabela 10
Qual seu nível de satisfação em relação a política municipal?
 Variável
Frequência
Percentagem
Percentagem Válida
Péssima
6
20%
20,7%
Ruim
8
26,7%
27,6%
Regular
11
36,7%
37,9%
Boa
4
13,3%
13,8%
Total Válido
29
96,7%
100%
Não Respondeu
1
3,3%

Total
30
100%

Fonte: EJEPS/”DATAMONTES” 2013.
Gráfico 10
Fonte: EJEPS/”DATAMONTES” 2013.

Tabela 11
Qual seu nível de satisfação em relação a política estadual?
Variável
Frequência
Percentagem
Percentagem Válida
Péssima
11
36,7%
39,3%
Ruim
5
16,7%
17,9%
Regular
9
30%
32,1%
Boa
3
10%
10,7%
Total Válido
28
93,3%
100%
Não Respondeu
2
6,7%

Total
30
100%

Fonte: EJEPS/”DATAMONTES” 2013.
Gráfico 11
Fonte: EJEPS/”DATAMONTES” 2013.

Tabela 12
Qual seu nível de satisfação em relação a política federal?
 Variável
Frequência
Percentagem
Percentagem Válida
Péssima
9
30%
33,3%
Ruim
10
33,3%
37%
Regular
6
20%
22,2%
Boa
2
6,7%
7,4%
Total Válido
27
90%
100%
Não Respondeu
3
10%

Total
30
100%

Fonte: EJEPS/”DATAMONTES” 2013.
Gráfico 12
Fonte: EJEPS/”DATAMONTES” 2013. 

            È fácil de observar a indignação geral com todos os governos, já que todos apresentaram um porcentagem maior na avaliação entre péssimo e ruim. A rejeição maior ao governo federal não fica distante da rejeição ao governo estadual e nem o municipal, que tiveram média de rejeição ficou pouco mais de 50%, considerando que não teve nenhuma avaliação de ótima e média de menos de 10% de boa a satisfação com os governos, e isso é um demonstra que não é uma indignação específica a um governo ou um governante, mas sim a tudo e todos. Um ponto a observar é que a região mais central do município é a que mais rejeita o governo municipal. Os estudantes são os que mais avaliam negativamente os governos, mas se equilibram com avaliação neutra e positiva. Os autônomos avalia o governo federal mais negativo que o governo estadual, e os empregados rejeitam mais o governo estadual que o federal, e se equilibra na avaliação do governo municipal junto com os autônomos. Os desempregados rejeitam mais o governo estadual, mas mostram indignados com o governo federal e se apresenta mais neutros na avaliação ao governo municipal.
            A pauta mais específica dos manifestantes voltadas a cidade foi em relação os problemas com os animais (cachorros mais específico) que cresce cada vez mais o número deles espalhados pela cidade, sofrendo maus tratos e criando problemas de saúde. Outro ponto a precariedade da pavimentação das ruas na zona urbana, e o ponto mais questionado a Barragem de Berizal, que voltou a ser ponto de discussão com a seca do final do ano passado (2012), onde é vista como uma saída de combate à seca. A manifestação assim saiu nas ruas centrais da cidade, mesmo com um número pequeno, foi muito significativo já que o município não tem tradição e grupos fortes no que se trata de manifestação. Dos manifestantes apenas 6,7% eram filiados algum partido e 16,7% responderam que fazia parte algum movimento social/cultural.
            Um outro ponto a observar é que 60% dos manifestantes nunca foram em nenhuma reunião na Câmara Municipal, e 23,3% responderam que vão raramente. A presença dos manifestantes em conselhos e conferências é ainda maior o número dos que nunca foram, 80%, e só 16,7% responderam que participam raramente. Assim deixa a questão porque a participação do cidadão é tão pouca em lugares de discussão política tão importantes? E porque o número é tão restrito de participantes em manifestações no município de Taiobeiras? Essa ultima questão questiono ainda que sendo a maioria dos manifestantes corresponde a jovens, onde estão os jovens do município, principalmente aqueles já concluintes do ensino médio? As indignações se apresentam de acordo com muitas realidades vividas por todo o país, e não é rejeitada na cidade, talvez não seja uma grande manifestação, mas é valida e realista com os problemas de Taiobeiras e todo o Brasil.
Manifestação Acorda Taiobeiras - 22/06/2013

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