Em 08 de julho de 1948 foi criado a Sociedade Brasileira
para o Progresso da Ciência, que se torna fundamental para os avanços da
pesquisa cientifica no Brasil. Assim em 2001, foi sancionada a Lei nº 10.221,
que define a data da fundação da SBPC como Dia Nacional da Ciência. Uma data para valorizar a produção científica
e incentiva a iniciação científica. A canção Ciência e Arte do músico e compositor Cartola em parceria ao
compositor Carlos Cachaça faz uma grande homenagem a grandes cientistas
brasileiros como Pedro Américo e Cesar Lattes.
Cartola
As Ciências, seja ela as Humanas, as Naturas e as Exatas, surgem dentro
da Arte e da Filosofia, e nos promove um conhecimento que tem como base um
tripé: o objeto de estudo, o método e a teoria. Que se desenvolveu com o tempo,
e provocou grandes mudanças na humanidade. As Ciências que se conflitou com as
doutrinas religiosas, mas a partir da era moderna, da sociedade capitalista
instaurada principalmente no século XIX, ganhou maior notoriedade.
No Brasil, os estudos científicos ganharam maior expressão a partir do
século XX, principalmente após a fundação da Sociedade Brasileira para o
Progresso da Ciência em 08 de julho de 1948, data esta que em 2001 foi
estabelecida como o Dia Nacional da Ciência com a Lei nº 10.221, tendo em 2008,
com a Lei nº 11.807 a segunda lei que promove o dia 08 de julho como uma data
para comemorar e promover os avanços da produção cientifica no Brasil. Que
mesmo com grandes avanços e resposta a importância dos estudos desenvolvidos, a
produção cientifica vem sofrendo grandes ameaças a ignorância de uma ideologia
radical e extremista no cenário político.
Álbum Cartola 70 anos - 1979
Em 1979, no álbum Cartola 70 anos do
grande sambista, músico e compositor Angenor de Oliveira, ou simplesmente
Cartola, a canção Ciência e Arte, foi
uma grande homenagem a comunidade cientifica do Brasil, em especial ao
filósofo, teórico de artes, escritor e cientista do século XIX, Pedro Américo, e
renomado físico Cesar Lattes, indicado ao Nobel de 1950. Uma canção que traz o
ritmo do samba, para expressar a relevância da Ciência e das produções
cientificas produzidas no Brasil.
Em 21 de junho de 1919, nascia em Santana do Livramento,
Rio Grande do Sul, Antônio Gonçalves Sobral, que se tornaria Nelson Gonçalves o
“Rei da Boemia”. Nos 100 anos de um dos maiores cantores da Música Popular
Brasileira, que teve seus grandes sucessos na era do rádio, “que virou saudade”
em abril de 1998, mas sempre será um símbolo da musicalidade brasileira, e
sempre será lembrado pela Boemia, com a grande canção lançada no álbum de
mesmo nome em 1967, A Volta do Boêmio.
Nelson Gonçalves
No dia 21 de junho de 1919, na cidade do interior Gaúcho de Santana do
Livramento, nascia Antônio Gonçalves Sobral, filho de um pai músico, na qual
homenageou com a canção Naquela Mesa, ainda
aos 07 anos mudou-se para a capital paulista no bairro do Brás. E assim a
influência pela música cresceu, e depois de trabalhar de quase um tudo na
infância e juventude, inclusive sendo boxeador, vencendo aos 16 anos o título
de peso-médio o Campeonato Paulista, teve ainda na juventude as primeiras
oportunidades na música, apesar da “gagueira” que tinha, no qual levou o
apelido de “Metralha”.
Assim Antônio Gonçalves Sobral, começou a usar o nome artístico de
Nelson Gonçalves, se juntando ao músico Joaquim Silva Torres. Não teve vida
fácil ao ingressar nas rádios, foi reprovado nas suas primeiras tentativas,
antes de ingressar na rádio PRA – 5, mas foi logo dispensador. Era um período
no qual tinha acabado de se casar com Elvira Molla, no qual teve dois filhos.
Em 1939, na busca de oportunidade na música mudou-se para o Rio de
Janeiro, e lá começou a destacar nos programas de calouros das rádios cariocas.
Em 1941 conseguiu gravar seu primeiro disco, e logo foi aclamado pelo público,
tendo nas décadas de 1940 a 1950 o inicio de sua fama do Rei do Rádio e o Rei
da Boemia, chegou casar neste período mais duas vezes após se separar da
primeira esposa, em 1952 com a cantora do Trio de Ouro, Lourdinha Bittencourt,
e em 1965 com Maria Luiza da Silva Ramos, no qual teve dois filhos e foi
fundamental para sua recuperação após dependência com o vício no uso de
cocaína, que levou o cantor a vários problemas pessoas e profissionais.
Nelson Gonçalves - Álbum: A Volt do Boêmio (1967)
E com apoio de Maria Luiza, após período de tratamento ao vício no qual
chegou ser preso, Nelson Gonçalves voltaria aos sucessos com um dos seus principais
álbuns produzidos, e com a canção mais famosa em sua interpretação, composta
por Adelino Moreira, A Volta do Boêmio. Assim
sucesso estourado em 1967, o Rei da Boemia voltou as paradas de sucesso,
estendendo do final dos anos de 1960 a década de 1990, quando em 1998, por conta
de um infarto, aos 78 anos, faleceu na cidade do Rio de Janeiro.
Nelson Gonçalves ainda é lembrado como um dos músicos mais importantes
da Música Popular Brasileira, por uma voz marcante, e por ter mantido uma
carreira de sucesso, e mesmo com os problemas ao vício das drogas, soube
retornar ao sucesso, no que manteve até mesmo após a sua morte. Com 38 discos
de ouro, e 20 de platina, com mais de 78 milhões de vendas de discos, um dos
recordistas no Brasil, com mais de 180 canções gravadas, O Rei da Boemia, que
completaria 100 anos, deixou um grande legado a MPB.
Confira abaixo a canção:
A Volta do Boêmio
Cantor/Compositores: Nelson
Gonçalves/ Adelino Moreira.
Boemia,
aqui me tens de regresso
E
suplicante te peço a minha nova inscrição.
Voltei
pra rever os amigos que um dia
Eu
deixei a chorar de alegria; me acompanha o meu violão.
Boemia,
sabendo que andei distante,
Sei
que essa gente falante vai agora ironizar:
"Ele
voltou! O boêmio voltou novamente.
Partiu
daqui tão contente. Por que razão quer voltar?"
Acontece
que a mulher que floriu meu caminho
De
ternura, meiguice e carinho, sendo a vida do meu coração,
Compreendeu
e abraçou-me dizendo a sorrir:
"Meu
amor, você pode partir, não esqueça o seu violão.
Vá
rever os seus rios, seus montes, cascatas.
Vá
sonhar em novas serenatas e abraçar seus amigos leais.
O Dia Internacional Contra a Homofobia, Bifobia e
Transfobia se dá no em 17 de maio, como um momento de luta as causas LGTB+ e de
um mundo em que o respeito às diversidades e diferenças de gêneros exista por
parte de todxs. A data surgiu em 1990, quando o termo “homossexualismo” foi desconsiderado,
e a homossexualidade deixou de ser considerada uma doença pela Organização
Mundial da Saúde. Em 1974 vários músicos brasileiros promoveram canções em
homenagem ao cantor e interprete Edy Star, entre estas canções a música Bem Entendido composta pelos músicos
Renato Piauí e Sérgio Natureza.
Álbum Sweet Edy - Edy Star - 1974
Em 17 de maio de 1990 as comunidades ligadas a causa LGBT+ (Lésbicas,
Gays, Bissexuais, Transgêneros, Transexuais, Travestis e outras definições do
gênero), conquistaram uma das suas grandes lutas, a de tirar da Classificação Estatística
Internacional de Doença e Problemas Relacionados com Saúde (CID) da Organização
Mundial de Saúde (OMS) o homossexualismo como uma doença, e retirar o conceito
de “homossexualismo”, como se a questão da homossexualidade fosse uma
doutrinação ou ideologia, e não uma questão genética e psicológica do
indivíduo.
A conquista foi significativa a causa LGBT+, que desde a década de 1960 vem
se organizando e lutando por seus direitos em todo o mundo. Apesar da
importância da data, a luta no combate a homofobia, bifobia e transfobia, é
diária, e em pleno século XXI, os altos índices de violência a comunidade LGBT+
são constantes, no Brasil e no mundo. Por isto existe a grande importância de
lembrar as lutas e os direitos conquistados, para derrubar preconceitos e
intolerâncias sobre as questões de gênero, destacando as causas LGBT+.
Nos anos de 1970 a luta pelos direitos a comunidade LGBT+ ganharam
força, e em
Álbum Sweet Edy - Edy Star - 1974
1974 músicos renomados da música brasileira como Caetano Veloso,
Gilberto Gil, Moraes Moreira, Roberto Carlos e Erasmo Carlos, compuseram várias
canções para o álbum Sweet Edy, uma
homenagem ao músico e interprete o baiano Edy Star, um dos primeiros músicos
brasileiros assumido gay. O álbum se tornou uma referência das causas LGBT+
daquela época, e entre tantas canções destacamos Bem entendido composta pelos músicos Renato Piauí e Sérgio Natureza,
um dos grandes sucessos interpretados per Edy, que na gíria da época era uma
definição do homossexual, que com o nome bem sugestivo, mostrava a liberdade e
a firmeza de assumir a sexualidade.
Em 11 de maio se comemorara no Brasil o Dia Nacional do Reggae,
em homenagem ao eterno Bob Marley. O músico jamaicano um ano antes da sua
morte, veio ao Brasil onde já era reverenciado por um grande número de amantes
das suas canções. Bob é um grande influente da música brasileira. A canção Nine out of tem, de 1972 do álbum Transa do músico e compositor baiano
Caetano Veloso, é considerado a primeira canção de Reggae no Brasil. Tendo como
grande inspiração do reggae nacional Bob Marley, entre outros grandes nomes
deste ritmo jamaicano, que a cultura brasileira se identificou.
Caetano Veloso
Em 1968, ano que marcou os movimentos contracura, marcou a história da
música, nascia dos estilos musicais do Ska
e do Rocksteady em terras jamaicanas
um ritmo musical que marcou gerações, o Reggae. Lee “Scratch” Perry, Joe Gibbs
e King Tubby foram os grandes nomes da origem deste gênero musical, que foi
levado para fora da Jamaica pelo produtor Chris Blackwel, que final da década
de 1960 apresentou o Reggae na Inglaterra.
Mas foi na década de 1970 que o Reggae estourou no mundo, após o filme
jamaicano Balada Sangrenta (1972) estrelado por Jimmy Cliff, levando na sua
trilha sonora o gênero musical, que no mesmo ano chegou no Brasil. No qual
Jimmy Cliff veio ao país no Festival Internacional da Canção. Mas o Reggae
acabou sendo adorado no mundo todo, a partir o músico, compositor jamaicano
Robert Nesta Marley, ou simplesmente Bob Marley, para muitos o maior nome do
ritmo musical, e dado como o Deus do Reggae.
Álbum Transa - 1972 - Caetano Veloso
Bob Marley começa sua carreira em 1963, com a banda The Wailers, mas em
1977 com o álbum Exodus, o músico
jamaicano se tornou um dos maiores nomes da música do planeta. Influenciando e
inspirando músicos em todos os lugares, Marley e o Reggae ganharam aderes no
Brasil. A canção Nine out of ten, do
músico e compositor baiano Caetano Veloso do álbum Transa de 1972, foi a primeira canção do gênero no país.
A partir de Caetano, do seu eterno companheiro Gilberto Gil, o Reggae
começou a fazer parte da música brasileira. Na década de 1980 com a formação da
banda Tribos de Jah no Maranhão, o Reggae estourou de vez, fazendo do Estado
maranhense a referencia do Reggae no país, e criando uma legião vestidos de
verde, amarelo e vermelho, nas cores do Reggae. Em 2012 foi titulado o dia 11
de maio, data que marcou a morte de Bob Marley vitima de câncer, como o Dia
Nacional do Reggae, uma bela homenagem ao ídolo e deste ritmo que e
reverenciada por gerações.
Confira abaixo a canção:
Nine out of ten
Cantor/Compositores: Caetano
Veloso.
I
walk down Portobello road to the sound of reggae
I'm
alive
The
age of gold, yes the age of old
The
age of gold
The
age of music is past
I
hear them talk as I walk yes I hear them talk
I
hear they say
"Expect
the final blast"
I
walk down Portobello road to the sound of reggae
I'm
alive
I'm
alive, vivo muito vivo feel the sound of music
No dia 10 de maio é comemorado o Dia do Campo, em algumas
regiões brasileiras, a data é comemorada no dia 05 de maio. Esta data
comemorativa tem como intuito valorizar a produção rural, e o trabalhador do
campo, que é o grande responsável pelo sustento da alimentação consumida no
mundo todo. O músico baiano Xangai, compôs a canção Vida no Campo como forma de homenagear a suas origens, lá da zona
rural de Itapebi – BA.
Xangai
Historicamente a produção no Campo sempre foi a base da economia
brasileira. Do pequeno produtor, o responsável por boa parte dos alimentos que
chegam à mesa dos consumidores, ao agronegócio, a agricultura é um símbolo
brasileiro. Marcada desde os conflitos sociais e ambientais, além da desigualdade
da má distribuição da terra, até a diversidade e a riqueza no território
brasileiro, o Campo é um espaço de pertencimento, luta e resistência.
Nos seus aspectos culturais, um país que por quase quinhentos anos
concentrou quase toda sua economia, e sua população com características rurais,
não pode negar na sua ruralidade a importância do Campo. Assim a data 10 de
maio, ou 05 de maio em algumas regiões, é comemorado este espaço geográfico caracterizado
pela maior concentração de recursos naturais, e pela simplicidade, apesar dos avanços
tecnológicos e as modificações constantes causada nos últimos tempos.
O Campo traz consigo o lugar do pertencimento, mesmo para aqueles que
nasceram e viveram toda uma vida nos espaços urbanos. O cantor, violeiro, ator
e compositor baiano Eugênio Avelino, ou simplesmente Xangai, nascido na zona
rural de Itapebi no extremo sul da Bahia, as margens do Rio Jequitinhonha, e
cresceu nos espaços onde a ruralidade sempre esteve presente.
Álbum: Nós é jeca mais é Jóia - 2007 - Juraildes da Cruz e Xangai
Com toda sua ruralidade, e pertencimento ao espaço do campo, Xangai compôs a canção Vida no Campo, do
álbum Nóis é Jeca mais é Jóia de 2007
em parceria com o músico Juraildes da Cruz. como forma de homenagear a suas
raízes e a população camponesa brasileira. Trazendo na canção a simplicidade e
o sentindo do que é o Campo para quem tem o pertencimento nele. A “fruta madura”
o lugar que “por nada no desse mundo” sairá, refletindo a sua identidade e se
lugar de origem.
O músico-poeta Cazuza é conhecido como um dos principais
compositores brasileiros, por trazer em suas canções reflexões sempre atuais na
leitura da realidade brasileira. Claro que a realidade brasileira diante seus
problemas sociais é algo que parece não mudar. A canção O Tempo Não Para de Cazuza junto a Arnaldo Brandão, é uma leitura
crítica da realidade brasileira. A canção que veio como desabafo de Cazuza
diante a mídia que estava já o colocando como morto. Tornou-se uma leitura e
critica das relações de poder e dos problemas sociais no país.
Cazuza
O compositor, poeta e músico carioca Agenor de Miranda Araújo Neto, ou
simplesmente Cazuza, é considerado um dos maiores nomes da música brasileira.
Com letras marcantes, pela letra poética, ou pela crítica social, teve seu auge
nos anos de 1980, falecendo aos 31 anos e deixou canções eternizadas. Muitas
delas bem atuais diante a leitura da realidade do país.
A canção O Tempo Não Para do
álbum de mesmo nome lançado em 1988, dois anos antes da morte do artista, foi
uma parceria com o músico Arnaldo Brandão, e de uma crítica a mídia e aqueles
que o colocavam como morto e derrotado, se torna uma letra marcante diante a
crítica do poder político e dos problemas sociais do país.
Nos anos de 1990 com um pais cheio de problemas sociais, e uma revolta
popular diante o governo do presidente Collor de Melo, a canção se tornou uma
das referencias da juventude dos Caras
Pintadas diante o impeachment do
presidente. Mas hoje em pleno século XXI, a canção se mostra ainda mais viva do
que nunca.
Talvez Cazuza não imaginasse que ao dizer que vai “sobrevivendo” da “caridade
de que” o “detesta”, teria tanto sentindo no final da década de 2010. 30 anos
depois da canção, o “futuro” vem repetindo o “passado”, com uma onda
conservadora extremista da direita ganhando força como nos de 1960 no país. E
até mesmo querendo interferir na história, querendo tirar a sua culpa na morte
de milhões de pessoas durante o Nazismo na Europa, aos golpes militares na
América Latina.
Ainda continuam chamando de “ladrão, bicha e maconheiro”, principalmente
aqueles que fazem usam a arte para educar, e conscientizar de forma crítica o
poder político e econômico que “transformam o país inteiro em um puteiro”, e
continuando assim ganhando “mais dinheiro”. E em uma analise de contexto entre
épocas, ainda continuam figuras da época de Cazuza nesta relação, porque a 30
anos atrás, o que foi falado que é novo hoje, que é o diferente, que não é a “velha
política”, entre tantas falas que titula de “mitagem”, já faziam parte dos
cenários dos poderes políticos e econômicos no Brasil.
Álbum: O Tempo Não Para - Cazuza - 1988
O pior, é que a “piscina” destes que são os novos, continuam “cheia de
ratos” e que as suas “ideias não correspondem os fatos”. O Tempo Não Para é uma das canções que mostra que a realidade
brasileira e os problemas sociais, políticos e econômicos, continuam presentes,
sempre diante um processo de retrocesso no nosso cenário político. Que após
tantas conquistas de direitos sociais, políticos, civis e humanos, vemos uma
onda conservadora de extrema direita colocar em “xeque” estas conquistas.
O ritmo musical
Choro ou Chorinho é um dos mais originais estilos musicai a partir da sua
instrumentalidade. E este estilo musical tipicamente brasileiro, ganhou o mundo
por trazer belas canções, que desde as sinfonias e as letras, mexem com a
emoção de quem as ouvem. A canção Carinhoso
de Pixinguinha talvez seja uma das mais belas músicas de choro, e que retrata
este ritmo.
Pixinguinha
O Choro é um ritmo musical
que surgiu no século XIX no Rio de Janeiro, que em meados da década de 1870, a partir
do músico Joaquim Calado, o estilo musical começou a ser reconhecido. Aos
poucos o Choro, ou Chorinho assim também conhecido, foi ganhando adeptos na
capital brasileira (na época o Rio de Janeiro era a capital do Brasil), principalmente
entre as classes populares, que apesar do estilo instrumental meloso, o ritmo
era considerado na época como musicalidade inquieta e eufórica.
Com o tempo o Choro foi
ganhando espaço e reconhecimento, e os chorões, assim conhecidos os músicos de
Choro, que se reunião nos bairros periféricos da Cidade Maravilhosa,
principalmente no bairro Cidade Nova, foram ganhando reconhecimento. Entre eles
destacava a Chiquinha Gonzaga, a criadora da primeira Marchinha de Carnaval, Ernesto
Nazareth e um dos mais celebrem chorões de todos, Pixinguinha.
Carinhoso - Pixinguinha
Alfredo da Rocha Viana
Filho, o Pixinguinha, nasceu no Rio de Janeiro em 23 de abril de 1897, e herdou
de seu pai a habilidade de flautista. Pixinguinha desde pequeno já mostrou seu
talento, e aos 13 anos compôs o choro Lata
de Leite, em pouco tempo, se juntou com outros grandes nomes João da
Baiana, e Donga criador da canção Telefone,
o primeiro Samba. Formaram o grupo Oito Batutas no início do século XX, e assim
Pixinguinha se tornou um dos maiores chorões de todos os tempos, o que faz da
sua data de aniversário o Dia do Choro.
Entre tantas canções do
grande músico, a canção composta entre 1916 a 1917, Carinhoso, é uma das mais belas canções da Música Popular
Brasileira, e um dos maiores Chorinhos. A instrumentalidade de Pixinguinha
recebeu anos depois a letra do músico João de Barro, sendo gravada em 1937 por
Orlando Silva, trazendo uma narrativa a esta canção que é um dos símbolos da
musicalidade do Choro.
Em 10 de março de 1876, na Exposição Centenária nos Estados
Unidos, o escocês Alexander Graham Bell proporcionou ao mundo uma invenção que
possibilitou a transmissão elétrica de voz, criando assim o primeiro telefone.
Entre as primeiras pessoas a testa a invenção revolucionária, estava o
imperador do Brasil da época, Dom Pedro II. Mas não fica ai a relação da
invenção do telefone com o Brasil, pois em 1916, a canção Pelo Telefone, de autoria de Donga e Mauro de Almeida, deu origem a
um dos grandes gêneros musicais brasileiros, o Samba.
Donga
A invenção do telefone é sem duvida uma das maiores criações da
humanidade. Um aparelho que através dos conhecimentos da física, com a
transmissão de eletricidade, consegue transmitir um som a longas distâncias.
Desde os primeiros telefones, aos modernos smartphones,
esta invenção e suas inovações se tornaram símbolo das transformações e
desenvolvimento na forma de comunicar da humanidade.
E foi em 10 de março de 1876, na Pensilvânia, Filadélfia nos Estados
Unidos, durante a Exposição Centenária da Independência dos Estados Unidos d
América, que o cientista, inventor e empresário escocês Alexander Graham Bell, trazia
para o mundo sua grande invenção, o telefone.
O telefone se tornou um marco do evento político estadunidense, que
contava com várias personalidades políticas de todo o mundo. Entre tais
personalidades estava o segundo imperador do Brasil, Dom Pedro II, que foi
convidado de honra de Graham Bell, para testar a nova invenção. Assim em uma
distância de 150 metros um do outro, Bell mencionou pelo telefone uma famosa
frase shakespeariana, “to be or not to
be?” (ser ou não ser?), e Dom Pedro II ao ouvir do outro lado da linha,
respondeu admirado, ‘meu Deus, isto fala!”.
Mas não fica só aqui esta relação do Brasil com a invenção de Graham
Bell. 40 anos
Canção Pelo Telefone - 1916 - Donga e Mauro de Almeida
depois, em novembro de 1916, o compositor Ernesto dos Santos, o
Donga e o jornalista Mauro de Almeida, na casa de Tia Ciata, um terreiro de
candomblé, no Rio de Janeiro, dava o surgimento da canção Pelo Telefone. Apesar de não haver nenhuma ligação direta com
Graham Bell, a canção que levava no nome a invenção do escocês, era também uma
das maiores invenções da música mundial, surgia ali a criação do gênero musical
do Samba.
A canção que foi lançada, segundo registros da Biblioteca Nacional, em
20 de janeiro de 1917, pela gravadora Casa Edson, pelo selo Odeon Records. E logo se tornou sucesso
em uma época que o carnaval carioca era apenas de bloquinhos de rua, e estava
começando a ter seu grande percussor, o Samba.