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8 de mar. de 2022

O Matriarcado em: A Noiva do Cordeiro

Maria Senhoria de Lima é responsável pela origem da comunidade rural da Noiva do Cordeiro em Belo Vale – MG, que hoje tem em sua neta Dona Delina a representatividade do Matriarcado. 

No final do século XIX, inicio do século XX no interior de Minas Gerais, na área rural do município de Belo Vale, que uma das comunidades rurais mais singulares do Brasil surgiu. Uma história de filme de Hollywood, de uma noiva que no dia do casamento forçado, fugiu com o amante, mas como consequências, foram excomungados pela igreja, e excluídos pela sociedade local. Lembrando que era inicio do século passado, em uma sociedade rural tradicional.

O casal Maria Senhorinha de Lima e Francisco Fernandes se isolaram inclusive seus descendentes também sofreram com as consequências. E assim tiveram que construir suas vidas sem apoio de ninguém, formando uma nova comunidade.

Na década de 1950, a comunidade passou por uma grande mudança. Delina de 16 anos, neta de Maria Senhorinha de Lima, casou com um pastor evangélico chamado Anísio Pereira de 43 anos, no qual tiveram 15 filhos. Mas o que marca neste período é que Anísio fundaria na comunidade uma igreja evangélica, que na época eram rejeitadas por uma sociedade majoritariamente católica, isolando ainda mais a comunidade. Esta igreja era bastante rígida e fundamentalista, estendendo até a década de 1990, quando em uma reunião da comunidade liderada por Delina pós fim com a igreja de Noiva do Cordeiro e seu fundamentalismo.

Iniciava naquele momento uma nova geração, principalmente por mulheres empoderadas descendentes da Maria Senhorinha de Lima, que não aceitariam que o patriarcalismo e suas raízes as inferiorizassem e colocasse como deveriam se comportar.

Noiva do Cordeiro - Belo Vale - MG

A comunidade rural Noiva do Cordeiro iniciava sua era Matriarcal, o que diferencia esta comunidade de tantas outras espalhadas no país. O Matriarcalismo é um conjunto de ações relacionados a organização e poder sobre um grupo e/ou sociedade, gerida pelo sexo feminino. É importante entender que o sistema matriarcal não se associa ao patriarcalismo, que está associado a uma visão do machismo e todas as formas de exclusão associados a este.

Assim este regime feminista, que busca ser justo e igualitário, no sentido de equidade, teve em Dona Delina, matriarca da comunidade Noiva do Cordeiro, um exemplo de luta e resistência, as opressões a todos os descendentes de Maria Senhorinha, que por conta do machismo presente na estrutura do sistema patriarcal brasileiro, sofreu por não aceitar um casamento forçado. Apesar de ver o caso se repetir com Delina, houve uma superação, e uma transformação na comunidade como um todo.

Ao longo de gerações, a comunidade foi excluída na região de Belo Vale o que forçava uma migração sazonal dos homens da comunidade para a capital de minas, Belo Horizonte, que fica a 100 km da região. Nisto as mulheres é que faziam tudo na comunidade, da produção do campo aos cuidados da família e da casa. Isto contribui até hoje para que na comunidade de mais de 300 habitantes, sendo em sua maioria, descendentes do casal fundador, tenha mulheres empoderadas e que lideram a comunidade.

Noiva do Cordeiro mostra a luta das mulheres, e como o matriarcal é mais justo e igualitário, sendo que mesmo com todo o processo de exclusão sofrido, hoje a comunidade é exemplo de organização, sustentabilidade econômica, social e ambiental. Que as liberdades de crença, sexuais e gênero se faz presente. Com uma cultura singular em meio a uma sociedade marcada pela cultura dominante, influenciada pela homogeneização cultural ocidental, regada de intolerância, racismo e machismo, e mesmo assim resistindo e transformando.

16 de jan. de 2022

Povos e Comunidades Tradicionais: Catrumanos

Os Catrumanos são povos tradicionais no Sertão Brasileiro, ligados a identidade da ruralidade. No Sertão Mineiro, em Montes Claros Norte de Minas Gerais a identidade catrumana se faz presente, surgindo assim em, 2005 o Movimento Catrumano.

O significado de Catrumano segundo Aurélio, procede de “quatro-mano e se refere ao caipira, forma como é identificado o habitante do campo ou da roça, particularmente o de pouca instrução e de convívio, de modos rústicos e canhestros.” Também associado ao matuto, “a vinculação do catrumano com o caipira deve-se ao fato deste ser um sertanejo, ou seja, um habitante do sertão.”

O viajante europeu Auguste de Saint-Hilaire (1975) denominou o conceito de catrumano, ao percorrer o sertão, no qual ele mencionava o deserto, “surpreendeu-se ao ver que os sertanejos sempre estavam a cavalo, independentemente de sua situação econômica.” E assim ele associa a imagem do povo sertanejo como àquele que vivi sempre sobre quatro patas, ou o humano de quatro patas.

“Porém, dada a força da ficcionalização construída por João Guimarães Rosa que tomou a realidade regional norte mineira para discutir o Brasil e, em Grande Sertão: Veredas, ele se referir a um grupo de catrumanos, como definido posteriormente por Aurélio, a partir do deslizamento de significado construído pelos mineiros, a palavra passou a conter apenas os significados vinculados aos habitantes do mais fundo do sertão, ou seja, a região Urucuiana que possuía homens, considerados de pouca instrução e de convívio e modos rústicos e canhestros. (ALMEIDA, 2021, p. 143)

Segundo o Movimento Catrumano, o significado da palavra representa aquele que emerge do interior do país, ligado às questões socioeconômicas pastoris. “Ao mesmo tempo, procurou desconstruir o significado pejorativo e discriminatório que a palavra contém, enquanto buscava resgatar o lugar dos Gerais na formação e consolidação da sociedade mineira, positivando o termo”.

Pintura de Almeida Júnior

Assim João Batista Almeida Costa (2021) menciona que “o Movimento Catrumano emergiu no cenário político estadual para construir poder simbólico para a região, a partir do reconhecimento que a “nação” Minas Gerais é dual.” É nesta lógica que a ideia de identidade catrumana do sertão de Minas Gerais, compreende que “há as Minas e há os Gerais e neste encontra-se o norte de Minas, que se inventa a si mesmo, constantemente, nas vivências das diversas populações que residem em seu amplo território sertanejo”.

25 de dez. de 2021

Presépio Mão de Deus

Em Grão Mogol, Norte de Minas Gerais, a arte e a religiosidade se encontram no Maior Presépio Natural do Mundo.

Em 1223, com a pregação de São Francisco, que de forma teatral e ilustrativa mostrava as pessoas como foi o nascimento de Jesus Cristo, surgiu os primeiros presépios natalinos. Inspirando esta arte secular em todo o mundo, inclusive presente na diversidade cultural brasileira. Sendo adaptada a cada realidade, mas trazendo a mesma mensagem, a representação do nascimento de Jesus, e com isto dando origem ao cristianismo.

Feito de barro, madeira, louça, entre outros materiais, e se modernizando ao longo do tempo, o presépio faz parte de um dos símbolos mais fortes do Natal cristão, inclusive sendo importante na origem de outra festividade do catolicismo, as Folias de Reis.

A figura de Mara, José e o Menino Jesus, representando a Sagrada Família, dentro de um estábulo, com vários animais representados, e com a chegada dos Três Reis Magos, e o anjo Gabriel, que anunciou o nascimento de Cristo, o presépio é uma arte que vai além do conto da história cristã. Ele também representa questões socioculturais, pois dependendo de onde ele foi feito, traz características e representações locais.

Presépio Mão de Deus - Grão Mogol - MG

No Norte do Estado de Minas Gerais, na cidade de Grão Mogol, feito sobre um incrível paraíso pedregoso, foi criado o maio presépio natural a céu aberto do mundo, o Presépio Mão de Deus. Inaugurado em 09 de dezembro de 2011, o grande presépio de Grão Mogol, traz suas características e representações locais, levando de forma única à história do nascimento de Cristo, aos turistas de várias partes do país, e até de outros lugares do mundo.

2 de dez. de 2020

300 anos de Minas Gerais

Das Minas as Geais, o Estado das diversidades, no dia 02 de dezembro de 1720, foi desmembrado do Estado de São Paulo, e se tornou esta grande referência cultural e econômica do Brasil. Da pecuária e agricultura  de Matias Cardoso as margens do São Francisco, a mineração de Mariana as margens do Rio Doce, uma história construída por seu povo.

Minas Gerais
Bandeira do Estado de Minas Gerais

O território mineiro é conhecido por abranger uma biodiversidade tanto da fauna quanto da flora, além de ter em suas características uma enorme diversidade social e cultural. Falar deste Estado brasileiro, de grande potencial econômico, desde a agropecuária, mineração, industria, comércio, turismo e artesanato, como pilares, é destacar a suas maiores riqueza, seu povo e suas histórias.

Minas Gerais completa 300 anos de desmembramento do território de São Paulo, e neste dia 02 de dezembro, se comemora algo construído antes mesmo do ano de 1720, a mineiridade. Construída pelas várias Minas Gerais, desde a cultura caipira oriunda da cultura paulista, nas regiões Sul, Triangulo e Central, a carioquidade vinda do litoral carioca, presente nas regiões do Vale do Aço e Zona da Mata, e a cultura sertaneja baiana, na construção dos geraizeiros, do Norte, Noroeste e Vales do Jequitinhonha e Mucuri.

Matias Cardoso - MG
Matias Cardoso - MG

As Minas e as Gerais se completam em uma identidade plural, do mineiro que fala “Uai”, “Trem”, mas misturada com os diversos sotaques, costumes, tradições da brasilidade. Talvez seja Minas um recorte da diversidade Brasileira. Assim como o nome dado a nós brasileiros, nós mineiros temos nossa identidade ligado a uma profissão. Mas que passou a ter muitos outros significados ao longo da história.

Claro que temos que refletir os momentos tristes da nossa história. Que explorou da terra recursos, nossa riqueza e origem de nossa identidade, mas que trouxe vários impactos ambientais, desde o Brasil colonial, a tragédia de Mariana e Brumadinho. Explorou da sua gente, dos povos africanos e seus descendentes na escravização para a produção do café, na pecuária e na extração das minas de ouro e diamante. Não podemos esquecer-nos do genocídio indígena desde os bandeirantes paulistas que exploraram esta terra, como Matias Cardoso, ao agronegócio, que além dos índios, matou e expulsou muitos ribeirinhos, vazanteiros, geraizeiros, quilombolas, e outros povos e comunidades tradicionais.

Precisamos lembrar-nos de nossas riquezas, mas também de nosso passado e presente marcado pela exclusão, exploração e violência. Reconhecer toda esta gente que nos faz orgulho de quem somos, enquanto mineiros, e todos estes povos quem fazem presente em nossa identidade.  

Sim, Minas Gerais é terra do encontro, do pão de queijo, ou só do queijo, do pequi, da cachaça, frango com quiabo, feijoada, carne de sol com mandioca, do doce de leite e tantas outras delicias desta terra.

As Minas Gerais das montanhas, da Canastra, da Piedade, do Cipó, de Serra Nova e tantas outras. Do Rio Doce, Pardo, Jequitinhonha, e o Velho Chico, que pode ser Opará, e para os nãos íntimos São Francisco mesmo, que se ramificam entre tantos outros.

Mariana - MG
Mariana - MG

A terra das festividades, das religiosidades e da cultura. Dos reisados, dos batuques, de Nossa Senhora da Piedade e Nossa Senhora da Imaculada Conceição, com as padroeiras das Minas as Gerais. São João, Santo Antonio e São Pedro e as festas juninas. Os Doze Profetas de Aleijadinho, aos mártires de Cristo simbolizadas em cada Cruzeiro erguido ao lado de um cemitério e uma igreja, na origem de cada povoado e município mineiro, até a morte de Tiradentes, pintada como a de Cristo, após lutar pela Inconfidência Mineira.  

Terra do Clube da Esquina, do Skank, do Grupo Raízes, dos Cantores, Compositores e Poetas do Jequitinhonha, e tantos outros que construíram nossa musicalidade. De Andrade, Carolina, Guimarães Rosa e Darcy, que escreveram nossa história. E não podemos esquecer-nos de Carlos Chagas um marco de nossa ciência.

Viva Minas Gerias! Viva o Povo Mineiro!

19 de jul. de 2019

Canto Poético: Eu Não Me Calo


A poesia do chileno Pablo Neruda ela marca a história de lutas e de combate a opressão na América Latina. O poeta Nobel de Literatura em 1971, recebido dois anos antes de sua morte, após o golpe militar imposto pelo ditador Pinochet. Neste mês em que Neruda comemoraria 95 anos (12 de julho), é o mês que se reflete no Brasil o Dia dos Povos Oprimidos, uma data para rever as desigualdades, descriminações e exclusões sofridas por parte da população não só brasileira, mas de toda América Latina. É também um dia de fortalecer as lutas destes povos, que como na poesia de Neruda Eu Não Me Calo.  

Pablo Neruda.
Em 19 de julho o Brasil reflete com o Dia dos Povos Oprimidos. Um dia para debater como em pleno século XIX os resultados da opressão de diversos povos no século XVI, no inicio da colonização europeia no Brasil e em todas as Américas, ainda surte efeito, como a discriminação étnico-racial, as exclusões e as desigualdades sociais, gerando violência física e simbólica, além da pobreza extrema nos países subdesenvolvidos destes continentes. Esta realidade no Brasil é vista nos números coletados pelo Mapa da Violência, além dos dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, além dos diversos trabalhos científicos das instituições de ensino superior.
Por mais que a luta destes povos nestes cinco séculos se deram, e muitas conquistas obtiveram, é observado ameaças constantes a estes direitos, além da existência destes povos que historicamente foram oprimidos por uma sociedade racista e elitista no Brasil e em toda América Latina. Por isto o dia 19 de julho se torna uma data emblemática na reflexão da nossa sociedade contemporânea, dentro dos reflexos históricos da desigualdade e exclusão ao longo do tempo.
Um dos grandes nomes da América Latina que trouxe seus protestos em versos poéticos foi o chileno Ricardo Eliécer Neftali Reyes, ou simplesmente Pablo Neruda, nascido em 12 de julho de 1904, o poeta político comunista, se tornou uma voz ativa em seu país deste sua juventude. Ainda na primeira metade do século XX, Neruda se colocou em defesa da classe operária, o que gerou até mesmo exílio de seu país. Mas seu retorno foi fundamental para a luta política do povo chileno, e para o reconhecimento de sua rica obra, que em 1971 o rendeu com o prêmio Nobel de Literatura. Porém em 23 de setembro de 1973, doze dias após o golpe de estado provocado pelos militares sob comando pelo ditador Augusto Pinochet. Mais de quarenta anos depois, a morte de Neruda foi associada não por questões de um câncer como foi posto no período ditatorial chileno, mas sim por questões políticas, sendo assim comprovado seu assassinado pela ditadura militar chilena.
Neruda foi morto, mas nunca calado, sua obra é sempre viva, lida e admirada não só pela técnica da escrita, mas por trazer a voz do Povo, a voz daquele que luta contra a opressão, as desigualdades, injustiças e exclusões. O seu poema Eu Não me Calo publicado em sua autobiografia, lançado depois de sua morte em 1974, com o título Confesso que Vivi. Uma poesia que retrata a luta de Neruda, que não se calou após sua morte, e todos os anos de ditadura não só no Chile e no Brasil, mas em toda a América Latina.

EU NÃO ME CALO
Por: Pablo Neruda.


Confesso que Vivi - Pablo Neruda - 1974
Eu preconizo um amor inexorável.

E não me importa pessoa nem cão:
Só o povo me é considerável,
Só a pátria é minha condição.

Povo e pátria manejam meu cuidado,
Pátria e povo destinam meus deveres

E se logram matar o revoltado

Pelo povo, é minha Pátria quem morre.
É esse meu temor e minha agonia.
Por isso no combate ninguém espere
Que se quede sem voz minha poesia.

20 de jun. de 2019

Espaço Musical: Diáspora

Em 20 de junho é homenageado no mundo todos os Retirantes Refugiados do seu lugar de origem diante conflitos étnico-raciais, políticos, religiosos entre outros que provocam a migração forçada destas pessoas, que se estima serem aproximadamente 45 milhões em todo o planeta. O Dia Mundial do Refugiado é uma data criada pela ONU com intuito de promover reflexões e políticas de amparo e combate aos problemas enfrentados pelos refugiados. Em 2017 o trio musical Tribalistas lançaram seu segundo álbum, trazendo a canção Diáspora, como uma reflexão dos casos e história dos refugiados. 

Tribalistas
A Organização das Nações Unidas, a ONU, estabeleceu em 2000 o Dia Mundial do Refugiado, marcado no calendário para o dia 20 de junho. O intuito desta data é refletir em todo o planeta os problemas sociais, econômicos, culturais, religiosos e de território enfrentados por milhares de pessoas refugiadas de seu lugar de origem e espalhadas pelo mundo. Um problema histórico, que tem origem desde os primeiros fenômenos diásporos registrados séculos antes de cristo, e que em pleno século XXI, continuam sendo uma grande problemática.
Nas últimas décadas o caso dos refugiados começou a ganhar um olhar mais crítico e delicado. Promovendo dentro de estudos científicos, políticas internacionais, e a luta de movimentos sociais, uma grande reflexão dos impactos destas migrações forçadas, principalmente por afetar a base dos direitos humanos.
Repressão política e violações maciças dos direitos humanos ainda são elementos significativos em deslocamentos atualmente. Mas para a maioria dos refugiados de hoje, conflitos armados – que frequentemente envolvem perseguição e outros abusos dos direitos humanos contra civis – são a principal fonte de ameaça. Muitos dos conflitos armados do período pós-Guerra Fria provaram ser particularmente perigosos para os civis, evidenciados pela escala de deslocamento e pela alta proporção de mortes de civis em relação aos militares. [...]. O custo humano devastador de guerras recentes levou muita discussão sobre a natureza mutável dos conflitos armados no período pós-Guerra Fria. [...]. O que distinguiu a década de 1990 a partir de décadas anteriores foi o enfraquecimento dos governos centrais em países que tinham sido amparados pelo apoio de superpotências, e a consequente proliferação de conflitos baseados em identidade, muitos dos quais envolveram sociedades inteiras em violência (UNHCR apud Silva, 2000, p. 277, tradução de Silva).

Dos conflitos étnico-raciais a liberdade de expressão política ou religiosa, as perseguições aos retirantes refugiados é uma marca que vem sendo dado como uma grande “crise migratória” no mundo todo. Casos como dos sírios, povos africanos de diversas etnias, haitianos, venezuelanos, entre outros que por conflitos sociais presentes em seu território são forçados a migrarem, são refletidos neste dia 20 de junho. Com objetivo de provocar nos lideres de Estado maiores atitudes nos casos dos refugiados no mundo.
Álbum Tribalistas 2017
Em 2017, o trio musical formado por Arnaldo Antunes, Marisa Monte e Carlinhos Brown, os Tribalistas lançaram seu segundo álbum, e entre as novas canções do trio, a canção Diáspora destaca pela qualidade musical e por uma letra que nos provoca a refletir dentro do contexto diásporo o caso dos retirantes refugiados. Uma canção que contextualiza desde a antiguidade aos tempos atuais, refletindo a diáspora judaica e africana, e todos os casos de retirantes forçados em refúgios de seus lugares de origem.  



Confira abaixo a canção:


Diáspora
Cantor/Compositores: Tribalistas: Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte.

Acalmou a tormenta
Pereceram
Os que a estes mares ontem se arriscaram
E vivem os que por um amor tremeram
E dos céus os destinos esperaram

Atravessamos o mar Egeu
O barco cheio de fariseus
Com os cubanos, sírios, ciganos
Como romanos sem Coliseu

Atravessamos pro outro lado
No rio vermelho do mar sagrado
Os center shoppings
Superlotados
De retirantes refugiados

You, where are you?
Where are you?
Where are you?

Onde está
Meu irmão
Sem irmã
O meu filho sem pai

Minha mãe
Sem avó
Dando a mão pra ninguém

Sem lugar
Pra ficar
Os meninos sem paz

Onde estás
Meu senhor
Onde estás?
Onde estás?

Deus Ó Deus onde estás
Que não respondes
Em que mundo em qu'estrela tu t'escondes
Embuçado nos céus

Há dois mil anos te mandei meu grito
Que embalde desde então corre o infinito
Onde estás senhor Deus

Atravessamos o mar Egeu
O barco cheio de fariseus
Com os cubanos, sírios, ciganos
Como romanos sem Coliseu

Atravessamos pro outro lado
No rio vermelho do mar sagrado
Os center shoppings
Superlotados
De retirantes refugiados

You, where are you?
Where are you?
Where are you?
Where are you?

Onde está
Meu irmão
Sem irmã
O meu filho sem pai

Minha mãe
Sem avó
Dando a mão pra ninguém

Sem lugar
Pra ficar
Os meninos sem paz

Onde estás
Meu senhor
Onde estás?
Onde estás?

Where are you?
Where are you?
Where are you?
Where are you?
Where are you?
Where are you?

17 de mai. de 2019

Espaço Musical: Bem entendido.

O Dia Internacional Contra a Homofobia, Bifobia e Transfobia se dá no em 17 de maio, como um momento de luta as causas LGTB+ e de um mundo em que o respeito às diversidades e diferenças de gêneros exista por parte de todxs. A data surgiu em 1990, quando o termo “homossexualismo” foi desconsiderado, e a homossexualidade deixou de ser considerada uma doença pela Organização Mundial da Saúde. Em 1974 vários músicos brasileiros promoveram canções em homenagem ao cantor e interprete Edy Star, entre estas canções a música Bem Entendido composta pelos músicos Renato Piauí e Sérgio Natureza.  

Álbum Sweet Edy - Edy Star - 1974
Em 17 de maio de 1990 as comunidades ligadas a causa LGBT+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros, Transexuais, Travestis e outras definições do gênero), conquistaram uma das suas grandes lutas, a de tirar da Classificação Estatística Internacional de Doença e Problemas Relacionados com Saúde (CID) da Organização Mundial de Saúde (OMS) o homossexualismo como uma doença, e retirar o conceito de “homossexualismo”, como se a questão da homossexualidade fosse uma doutrinação ou ideologia, e não uma questão genética e psicológica do indivíduo.
A conquista foi significativa a causa LGBT+, que desde a década de 1960 vem se organizando e lutando por seus direitos em todo o mundo. Apesar da importância da data, a luta no combate a homofobia, bifobia e transfobia, é diária, e em pleno século XXI, os altos índices de violência a comunidade LGBT+ são constantes, no Brasil e no mundo. Por isto existe a grande importância de lembrar as lutas e os direitos conquistados, para derrubar preconceitos e intolerâncias sobre as questões de gênero, destacando as causas LGBT+.
Nos anos de 1970 a luta pelos direitos a comunidade LGBT+ ganharam força, e em
Álbum Sweet Edy - Edy Star - 1974
1974 músicos renomados da música brasileira como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Moraes Moreira, Roberto Carlos e Erasmo Carlos, compuseram várias canções para o álbum Sweet Edy, uma homenagem ao músico e interprete o baiano Edy Star, um dos primeiros músicos brasileiros assumido gay. O álbum se tornou uma referência das causas LGBT+ daquela época, e entre tantas canções destacamos Bem entendido composta pelos músicos Renato Piauí e Sérgio Natureza, um dos grandes sucessos interpretados per Edy, que na gíria da época era uma definição do homossexual, que com o nome bem sugestivo, mostrava a liberdade e a firmeza de assumir a sexualidade.

Confira abaixo a canção:
Bem Entendido
Cantor: Edy Star.
Compositores: Roberto Piauí e Sérgio Natureza.

11 de mai. de 2019

Espaço Musical: Nine out of ten.

Em 11 de maio se comemorara no Brasil o Dia Nacional do Reggae, em homenagem ao eterno Bob Marley. O músico jamaicano um ano antes da sua morte, veio ao Brasil onde já era reverenciado por um grande número de amantes das suas canções. Bob é um grande influente da música brasileira. A canção Nine out of tem, de 1972 do álbum Transa do músico e compositor baiano Caetano Veloso, é considerado a primeira canção de Reggae no Brasil. Tendo como grande inspiração do reggae nacional Bob Marley, entre outros grandes nomes deste ritmo jamaicano, que a cultura brasileira se identificou. 

Caetano Veloso
Em 1968, ano que marcou os movimentos contracura, marcou a história da música, nascia dos estilos musicais do Ska e do Rocksteady em terras jamaicanas um ritmo musical que marcou gerações, o Reggae. Lee “Scratch” Perry, Joe Gibbs e King Tubby foram os grandes nomes da origem deste gênero musical, que foi levado para fora da Jamaica pelo produtor Chris Blackwel, que final da década de 1960 apresentou o Reggae na Inglaterra.
Mas foi na década de 1970 que o Reggae estourou no mundo, após o filme jamaicano Balada Sangrenta (1972) estrelado por Jimmy Cliff, levando na sua trilha sonora o gênero musical, que no mesmo ano chegou no Brasil. No qual Jimmy Cliff veio ao país no Festival Internacional da Canção. Mas o Reggae acabou sendo adorado no mundo todo, a partir o músico, compositor jamaicano Robert Nesta Marley, ou simplesmente Bob Marley, para muitos o maior nome do ritmo musical, e dado como o Deus do Reggae.
Álbum Transa - 1972 - Caetano Veloso
Bob Marley começa sua carreira em 1963, com a banda The Wailers, mas em 1977 com o álbum Exodus, o músico jamaicano se tornou um dos maiores nomes da música do planeta. Influenciando e inspirando músicos em todos os lugares, Marley e o Reggae ganharam aderes no Brasil. A canção Nine out of ten, do músico e compositor baiano Caetano Veloso do álbum Transa de 1972, foi a primeira canção do gênero no país.
A partir de Caetano, do seu eterno companheiro Gilberto Gil, o Reggae começou a fazer parte da música brasileira. Na década de 1980 com a formação da banda Tribos de Jah no Maranhão, o Reggae estourou de vez, fazendo do Estado maranhense a referencia do Reggae no país, e criando uma legião vestidos de verde, amarelo e vermelho, nas cores do Reggae. Em 2012 foi titulado o dia 11 de maio, data que marcou a morte de Bob Marley vitima de câncer, como o Dia Nacional do Reggae, uma bela homenagem ao ídolo e deste ritmo que e reverenciada por gerações.

Confira abaixo a canção:
Nine out of ten
Cantor/Compositores: Caetano Veloso.

I walk down Portobello road to the sound of reggae
I'm alive
The age of gold, yes the age of old
The age of gold
The age of music is past
I hear them talk as I walk yes I hear them talk

I hear they say
"Expect the final blast"
I walk down Portobello road to the sound of reggae
I'm alive

I'm alive, vivo muito vivo feel the sound of music
Banging in my belly
Know that one day I must die
I'm alive
And I know that one day I must die
I'm alive
Yes I know that one day I must die

I'm alive vivo muito vivo
In the electric cinema or on the telly
Nine out of ten movie stars make me cry

I'm alive
And nine out of ten movie stars make me cry
I'm alive

1 de mai. de 2019

Canto Poético: 1º de Maio.


A data 1º de maio se tornou no mundo a data da luta da classe operária, após o ato de uma greve geral em 1886 realizada pelos trabalhadores das fábricas em Chicago nos Estados Unidos diante a exaustiva jornada de trabalho na época Tal ato se tornou um símbolo da luta operária no mundo, sendo adotada pelas linhas sindicais e partida da esquerda na garantia e luta dos direitos da classe dos proletariados. O Cordel 1º de Maio, do cordelista e sociólogo Nando Poeta traz a reflexão do Dia Internacional do Trabalho e da luta de classe.

Nando Poeta
Segundo Karl Marx (1996), “a história de toda sociedade até hoje é a história da luta de classe”, a luta de classe para o filósofo alemão envolve o conflito entre a classe dominada diante a classe dominante. E o 1º de maio é um dia de compreender esta luta de classe na sociedade capitalista. Envolvendo as classes burguesas (os capitalistas, dominante) com a classe dos proletariados (os trabalhadores, dominados), dentro da concepção do marxismo dialético.
Em 1º de maio de 1886 na cidade de Chicago nos Estados Unidos, a classe operária organizou uma grande greve, parando a cidade e principalmente as fábricas, para exigir uma diminuição da carga horária de trabalho de 13h exaustiva, para 08h. Esta manifestação que incomodou o poder econômico estadunidense, provocou grandes mudanças nas legislações trabalhistas não só nos Estados Unidos, mas em todo mundo.
A partir do feito, a data começou a ser comemorada, e se tornou símbolo da luta dos trabalhadores operários, organizados pelos sindicatos, e por partidos políticos socialistas ligados a causa da classe trabalhadora. Em 1889 foi realizado um Congresso com trabalhadores de vários lugares da Europa e do próprio Estados Unidos, instituindo o 1º de maio como o Dia Internacional do Trabalho, realizando neste dia uma grande greve geral, para refletir e lutar pelos direitos a classe. No Brasil os atos dos operários deu inicio no ano de 1917, com uma grande greve geral, e se instituiu o dia 1º de maio como feriado em 1924, durante o governo de Artur Bernardes.
O poeta, cordelista, professor e sociólogo Nando Poeta, natural de Natal-RN, traz como reflexão ao Dia do Trabalho, ou Dia do Trabalhador, como ficou sendo chamado no governo Vargas, da luta da classe desde os Mártires de Chicago, a canção A Internacional considerada o hino da luta operária em todo mundo, do operário poeta francês Pottier (1816 - 1887), e do operário músico belgo Degeyter (1848 - 1932), no seu cordel 1º de Maio.
Um cordel rico de detalhes, desde fatos históricos a reflexos da luta pelos direitos trabalhistas conquistados diante a classe trabalhadora. Trazendo também os desafios da atualidade, e a importância das conquistas diante muita luta. Nando Poeta, quando escreveu o cordel 1º de maio em 2009, não imaginava o quanto em menos de uma década depois, as ameaças das conquistas diante os direitos trabalhistas seriam tão intensas. Por isto a luta sempre deve continuar, principalmente diante tantas ameaças a luta e aos direitos dos trabalhadores.

1º DE MAIO
Por: Nando Poeta.

Nosso Primeiro de Maio
Homenageia a memória
Dos Mártires lá de Chicago
Que nos encheram de glória
Por lutar por mais direitos,
Fazendo parte da história.

Foi nos Estados Unidos
Na cidade de Chicago
Um pólo industrial
Onde máquina faz estrago
Extraindo do operário
O trabalho nunca pago.

Doze horas no trabalho
Era a jornada diária
A condição no emprego
Extremamente precária;
Na pobreza e na miséria
Vivia a classe operária.

Trabalhadores forçados,
A uma longa jornada.
Patrão sugava o sangue,
A sua força explorada
Capitalismo usurpando
Terra, trabalho, morada.

Tudo que é produzido
Cai no bolso do patrão
Pois a força de trabalho,
Baixa remuneração
Miséria e desemprego
É barbárie de montão.

Foi no século dezenove (1886)
No ano de oitenta e seis
Bem forte a greve geral,
Explode mais uma vez
Operários vão à cena
Foi maio escolhido o mês.

Os operários cansados
Da superexploração
Travaram dura batalha
Juntos foram para ação
Da jornada de trabalho
Desejavam redução.

Os patrões sempre sugaram
Extraindo a mais-valia
Salários são rebaixados
Como aposentadoria,
O descanso semanal
Chega a ser uma ironia.

Só oito horas por dia
Seria o suficiente
Por isso vão para as ruas
De forma bem consistente
Convictos de seu direito
Na luta seguiram em frente.

Diante de uma fábrica,
A polícia disparou.
Cinquenta foram os feridos
E meia dúzia tombou
Entre guardas repressores
Uma bomba estourou.

Soldados atordoados
Bala em manifestantes
Espancar, pisotear
Trabalhador, estudantes
Centenas morreram logo
Do lado dos caminhantes.

Com repressão da polícia,
Mortes, prisões e feridos
O sangue foi espalhado
Muitos gritos e gemidos
Trabalhadores tombaram
Com morte foram punidos.

Acusaram lutadores
Por ter matado soldado
Criminalizando a luta
Atacando um único lado
Impuseram à caça as bruxas
Usando a força do Estado.

Afirmaram que a polícia
Teve baixa em sua tropa
Colocam culpa na luta
Querendo cortar a copa
Justificaram o massacre
E as ruas o sangue ensopa.

A imprensa dessa época
Já era reacionária
Incentivou repressão
A toda classe operária
Encobrindo os ataques
Da polícia ordinária.

Chicago Times afirma
Que a saída é a prisão
E o trabalho forçado
Até última geração
Para questão social
É a única solução.

O New York Tribune
Defendia a força bruta,
Xingava o trabalhador,
Ameaçando sua luta
Estimula a repressão
Em cima de quem labuta.

O Massacre de Chicago
Sempre forte na lembrança
Simbolizando a luta
De quem tem a esperança
De que o Socialismo
Virá pra trazer bonança.

Como Mártires de Chicago,
Ficaram assim conhecidos,
No seu exemplo de luta
Jamais serão esquecidos
O seu caminho trilhado
São passos pra ser seguidos.

A frente dessa batalha
Oito foram condenados
Lutadores por justiça
Alguns até enforcados
A chama da grande luta
Acendeu com os executados.

Parsons, Engel e Fischer
Líderes desse movimento
Mais o Lingg e o Spies
Passaram por sofrimento
Deles, quatro foram à forca
Por um falso julgamento.

Fieldem e Schwab tiveram
Pena máxima na prisão
Neeb por quinze anos
Condenado a detenção
Processos foram forjados
Tudo invenção do patrão.

Cantando a sua luta
Naquele forte momento
Esses quatro firmemente
Mantiveram o firmamento
De que a luta operária
Vencerá o sofrimento.

Parsons faz o discurso,
Em prol do trabalhador:
“A farsa da patronal
Traz o sofrimento e dor
Que as forças sociais
Combatam o explorador.”

Diz que a propriedade
É privilégio de poucos
Com produto do trabalho
Burgueses ficam tão loucos
Fechados na fortaleza
Eles não ouvem, são moucos.

Spies em sua defesa
Falou no enforcamento
“Vocês pensam em destruir
Operário e o movimento
Apagaram uma faísca,
Segue o fogo em crescimento.”

“Estrangulam-nos agora,
Mas virá logo a sentença.
No poder do operário”
Jogamos a nossa crença
Na luta e no movimento
Queremos que o povo vença.

O Lingg suicidou-se
Não aguentou a pressão
Mais uns seis anos depois
Tudo teve anulação
E os três sobreviventes
Foram soltos da prisão.

As origens do Primeiro
De Maio teve o sangue
Derramando pelas ruas
Por burguês e sua gangue
Atiraram em todo mundo
Parecia um bang-bang.

Socialistas em Paris
Aprovaram no seu plano
Junto a Federação
Do Trabalho Americano
Que o Primeiro de Maio
Se celebre a cada ano.

O movimento operário,
É na luta pioneiro.
Celebra já do início
De Maio, o dia primeiro
Apresentando bandeiras
Ao povo do mundo inteiro.

No Brasil toda essa luta
Teve um eco profundo
Os lutadores daqui
Juntaram-se aos do mundo
Construíram forte ato
Contra o capital imundo.

Curitiba, POA, Santos,
São Paulo, Rio de Janeiro
Em todas essas cidades
Foi quem fizeram primeiro
A essa luta somou-se
O lutador brasileiro.

Daí Primeiro de Maio
É o dia de protesto
Em todo nosso planeta
A luta é o manifesto
Trabalhadores do mundo
É gente, não é o resto.

Dia Primeiro de Maio
É o símbolo de combate
Guerra a todos senhores
Para nunca dá empate
Derrotar suas políticas,
Pra que nunca mais nos mate.

Primeiro de Maio é
Feriado nacional
A burguesia propõe
Pra ser data oficial
Transformando esse dia
De festa com patronal.

Festa, sorteio e show
É o ato governista
Movimento independente
Deve ter ato classista
Marchando por todo mundo
É internacionalista.

Todas as centrais pelegas
CUT, FORÇA SINDICAL
Fazem suas megafestas
Com verba da patronal
Patrocínio de governos
Para o ato oficial.

Todo Primeiro de Maio
Dia do trabalhador
Todos devem ir às ruas
Pra mostrar o seu valor
Conquistando mais direitos,
Enfrentando o opressor.

Nesse Primeiro de Maio
Os operários franceses
Os afros e brasileiros
Unidos aos camponeses
Reafirmando a luta
Como se fossem ingleses.

Trabalhadores uni-vos
Os que estão imigrantes
Sem registro em carteiras
No mundo são uns andantes
Os que trabalham efetivos
Lutando estão confiantes.

Oito horas de trabalho
Nando Poeta
Oito de lazer, estudo.
São mais oito para o sono
Porque o descanso é tudo
Não é sonho essa jornada
Quero grande e não miúdo.

Ao longo de nossas lutas
Companheiros sucumbiram
Já tivemos muitas baixas
Muitos colegas partiram
Homenagear a todos
Pra luta que garantiram.

O Capitalismo em crise
Vai sugar do operário
Construir Socialismo
Não caia no imaginário
Construa esse caminho
Para um mundo igualitário.

A marca do movimento
Para a mobilização
É denunciar ataques
Os cortes, a demissão
Bandeira socialista
Virá com revolução.

É o Primeiro de Maio
Que em todo o planeta
Trabalhadores unidos
Escreve com sua caneta
E com a tinta da luta
Derruba patrão e treta.

O Vladimir Maiakovski
Falou “sou um camponês;
Sou operário, sou ferro,
O mês de Maio é o mês”
É dia de luto e luta
Nossa voz e nossa vez.

Todos “unidos, façamos”
E “nesta luta final”
Em “uma terra sem amos”
“A internacional” *
Que esse hino operário
Cantemos como um jogral.

Nesse belo mês de Maio
A chama da luta é forte
Não aceitamos a morte
Diante dessa não caio
Operário nem que o raio
Parta rachando a cabeça
O burguês que se esqueça
E saiba que a vitória
Trará mudança à história
Até que opressor emudeça.

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