2 de jan de 2018

História em Futebol de Botão: Cruzeiro Bicampeão das Américas de 1997

O futebol é uma grande paixão, no qual gosto muito de ouvir e estudar a sua história. Desta paixão no final dos anos de 1990, conheci o esporte de mesa, o futebol de botão, e que comecei a moldar modelos de adesivos para os botões. A partir destes hobbies dedicarei no blog Pé de Taioba um espaço para contar histórias de futebol usando os modelos de botões que criei. 
Gottardo capitão do Cruzeiro,
Campeão da Taça Libertadores de 1997
Em 02 de janeiro de 1921, uma grande história do futebol começou. A Societá Sportiva Palestra Itália, através do esforço de desportistas da comunidade italiana em Belo Horizonte, se deu origem. Era apenas naquele momento mais um time na cidade, que já contava com times tradicionais como o Atlético Mineiro (que se tornaria o seu grande adversário local), e o América Mineiro campeão das ultimas cinco edições do campeonato mineiro.
Ao longo dos anos o Palestra Itália foi crescendo e se tornando mais uma grande potência de Minas Gerais. Em 1941, o clube foi pressionado a mudar de nome, diante o momento em que o Brasil entrou na Segunda Guerra Mundial, se tornando aliada dos Estados Unidos, que era inimigo da Itália diante o conflito. Então o clube passou a se chamar oficialmente em 07 de outubro de 1942, de Cruzeiro Esporte Clube. E ao longo destes 97 anos desde que foi fundado, e dos 76 anos que completará de Cruzeiro, o clube conquistou vários títulos, desde os vários títulos estaduais ao grande momento do clube do bicampeonato continental, que destacaremos aqui.
O ano de 1997 ficou marcado na história do Cruzeiro. O primeiro grande momento foi a final do Campeonato Mineiro daquele ano, onde no segundo jogo da final, quando o Cruzeiro venceu por 1 a 0 o Villa Nova da cidade de Nova Lima, com o publico recorde do Mineirão, 132.834 torcedores viram o gol marcado por Marcelo Ramos, que se tornaria mais tarde o artilheiro do time com 4 gols, da maior conquista do ano a Libertadores da América.
O Bicampeonato da Taça Libertadores da América foi construído em 14 jogos. Com uma campanha irregular na fase de grupos, o Cruzeiro só conseguiu garantir a classificação no último jogo. Após perder os três primeiros jogos para o Grêmio, no Mineirão, e para Alianza Lima e Sporting Cristal ambos no Peru, a reação celeste se deu nos jogos de volta. Liderado pelo experiente Palhinha, que já tinha sido campeão da Libertadores pelo São Paulo em 1992 e 1993, a reação celeste ocorreu. Primeiro uma vitória apertada de 1 a 0 sobre o Grêmio em pleno antigo estádio Olímpico em Porto Alegre, em seguida vitórias de 2 a 0 e 2 a 1 sobre o Alianza e o Sporting Cristal, nesta ordem, no estádio Mineirão. Assim o Cruzeiro terminava com 9 pontos em segundo do Grupo 4 atrás do Grêmio em primeiro com 12 pontos, e na frente do terceiro classificado o Sporting Cristal com 8 pontos.
As fases seguintes também foram de grande dificuldade e jogos emocionantes para a raposa. Após uma derrota de 1 a 0 no Equador para o time da casa o El Nacional, o Cruzeiro venceu por 2 a 1, dois gols de Marcelo Ramos, sendo seus primeiros, levando um gol nos acréscimos do segundo tempo, o que fez a partida terminar nas cobranças de pênalti. Neste momento a estrela do goleiro Dida, que começava ali a se destacar como um dos maiores goleiros da história.
As quartas de final novamente o Grêmio como adversário, e novamente um jogo complicado e cheio de emoções, com uma vitória no Mineirão do Cruzeiro por 2 a 0, gols de Elivelton e o jovem Alex Mineiro, e uma derrota de 2 a 1 no Olímpico, que levou a classificação dramática do Cruzeiro que vencia por 1 a 0, gol de Fabinho, a sofrer uma virada do tricolor gaucho, mas que não tirava o time celeste da competição.
As semifinal o grande time chileno do Colo Colo, foi mais um grande adversário de grandes emoções e dificuldades. Após uma vitória apertada de 1 a 0, gol de Marcelo Ramos no Mineirão. No Chile o Cruzeiro teve um jogo dramático, saiu perdendo de 1 a 0, empatou com Marcelo Ramos, sofreu mais dois gols, e só aos 18 minutos do segundo tempo, após cobrança de pênalti de Cleison, o time conseguiu diminuir no placar, que terminou em tempo normal de 3 a 2 para o time chileno, e mais uma vez as cobranças foram para os pênalti. Com duas defesas de Dida, o time celeste venceu por 4 a 1, e chegou depois de 20 anos, a mais uma final de Libertadores da América.
O adversário da grande final não tinha novidade, era o Sporting Cristal, que assim como o Grêmio adversário das quartas, já tinha enfrentado o Cruzeiro. O primeiro jogo, um 0 a 0 amarrado no Peru, onde o Cruzeiro teve uma grande perda, a expulsão de Cleison, grande responsável pela campanha do Cruzeiro, e ídolo do time celeste.
A segunda partida no Mineirão, os times estavam escalados da seguinte maneira:
O Cruzeiro do técnico Paulo Autuori veio a campo com: 1. Dida, 2. Vitor, 16. Gelson Baresi, 22. Wilson Gottardoc, 6. Nonato, 5. Fabinho, 8. Ricardinho, 15. Donizete, 10. Palhinha, 20. Elivelton e 23. Marcelo Ramos. O Sporting Cristal do técnico Sérgio Markarian veio a campo com: 1. Julio Cesar Balerio, 4. Jose Soto, 19. Manuel Marengo, 2. Marcelo Asteggiano, 15. Erick Torres, 6. Pedro Garay, 7. Nolberto Solano, 16. Julio Rivera, 20. Prince Amoako, 11. Julinho e 18. Luis Alberto.
A partida foi repleta de emoções, com desperdício de gols do time celeste, que demonstrava nervosismo e impaciência por não abrir o placar, até um lance que marcou a final com o “milagre” de Dida, após espalmar uma cobrança de falta, já no segundo tempo, teve que em seguida ser frio em defender um rebote dentro da pequena área, que poderia ser o gol do time peruano. Alguns minutos depois, na marca de 30 minutos do segundo tempo, Elivelton o substituto de Cleison na grande final, em um rebote após cobrança de escanteio para o time celeste, onde a bola foi cabeceada para fora da área pelo time peruano, o meia-atacante cruzeirense, encheu o pé para acertar o cantinho do goleiro do time peruano, e se consagrar com o gol do titulo do bicampeonato da Libertadores da América do Cruzeiro.

Segue abaixo os modelos para botão do jogo:



Referências:

CRUZEIRO. A História. Disponível em: https://www.cruzeiro.com.br/index.php?section=conteudo&id=24. Acessado em: 02 de janeiro de 2018.

ALMANAQUE DO CRUZEIRO. Fichas Técnicas da Libertadores de 1997. Disponível em: http://almanaquedocruzeiro.blogspot.com.br/2012/08/fichas-tecnicas-da-libertadores-de-1997.html. Acessado em: 02 de janeiro de 2018.

ARRUDA, Rafael; DAMASCENO, Renan; FURTADO, Bruno. Bi do Cruzeiro na Libertadores completa 20 anos, e orgulho dos campeões só aumenta. IN SUPERESPORTES. Libertadores de 1997. Disponível em: https://www.mg.superesportes.com.br/app/noticias/especiais/libertadores1997/2017/08/11/noticia-libertadores-1997,421236/bi-do-cruzeiro-na-copa-libertadores-completa-20-anos-veja-o-especial.shtml. Acessado em: 02 de janeiro de 2018. 

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